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Gregos de Lesbos perdem causa para proibir termo 'lésbica' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Justiça da Grécia rejeitou o pedido de três moradores da ilha grega de Lesbos para proibir o uso da palavra "lésbica" como referência à mulher homossexual. Em uma ação na Justiça, eles argumentavam que o uso do termo para se referir a mulheres gays é um insulto para a sua identidade. O alvo do processo era a organização Comunidade Homossexual e Lésbica Grega (OLKE), cujo nome o grupo quis modificar. Mas um tribunal na capital grega, Atenas, decidiu que não havia justificativa para a alegação dos moradores, pois a palavra não define a identidade dos nativos da ilha do Mar Egeu. Um dos autores da petição, o ativista e editor da revista Davlos, Dimitris Lambrou, reconheceu em seu site a decisão da Justiça, mas afirmou que a sentença "não pode revogar os direitos humanos fundamentais, incluindo o direito a ter identidade geográfica, cultural e histórica". Pela sentença, Lambrou e as duas mulheres que assinam a petição com ele devem pagar as custas do processo - valor equivalente a US$ 366. Os gregos costumam se referir à ilha como Mitilene - nome de sua capital. O nome da ilha passou a ser usado para se referir a mulheres homossexuais em reconhecimento à poetisa Safo, que escreveu versos de amor tanto sobre homens quanto sobre mulheres em 600 a.C. |
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