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Atualizado às: 21 de dezembro, 2007 - 17h00 GMT (15h00 Brasília)
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Atentado em mesquita mata mais de 50 no Paquistão
Local do ataque no Paquistão
Autoridades afirmaram que suicida estava em frente à mesquita
Mais de 50 pessoas morreram em um ataque suicida nesta sexta-feira em uma mesquita no noroeste do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, segundo autoridades paquistanesas.

A mesquita onde ocorreu o ataque fica próxima à casa de Aftab Khan Sherpao, ex-ministro do Interior, na cidade de Peshawar.

No momento da explosão, cerca de mil pessoas estavam na mesquita, celebrando o feriado muçulmano de Eid. Entre os fiéis estava Sherpao, que sobreviveu ao ataque, mas afirmou que seu filho ficou ferido.

Cerca de cem pessoas ficaram feridas e foram atendidas em um hospital próximo.

O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, divulgou uma declaração condenando o "pensamento distorcido" dos militantes que seriam responsáveis pelo "ato odioso".

Onda de ataques

Foi a segunda vez que Aftab Sherpao foi atacado em oito meses
Foi a segunda vez que Aftab Sherpao foi atacado em oito meses

Um policial afirmou que o suicida estava dentro da mesquita, na segunda fila atrás de Sherpao.

Este foi o segundo ataque em oito meses supostamente visando Sherpao, que é um aliado próximo do presidente Pervez Musharraf.

O ex-ministro concorre a uma cadeira no Parlamento nas eleições gerais do mês que vem.

Testemunhas descreveram o incidente dentro da mesquita, no distrito de Charsadda, perto de Peshawar.

"Estávamos fazendo as orações quando esta grande explosão ocorreu. Quase explodiu nossos tímpanos", disse Shaukat Ali, de 26 anos, que estava no local.

"Perdi meus dois irmãos", disse Jehangir Khan, que estava na mesquita e ajudou a retirar os corpos de seis crianças.

Segundo correspondentes no país não são comuns ataques de militantes durante o feriado muçulmano de Eid.

A correspondente da BBC em Islamabad, Barbara Plett, diz que tem havido uma onda de ataques suicidas no país nos últimos seis meses, em sua maioria no noroeste do país e visando membros do governo ou do Exército.

Mais de 600 pessoas já foram mortas nesses ataques, incluindo 200 soldados.

Grupos de militantes pró-Talebã são acusados pelos atentados, que teriam o objetivo de retaliar contra operações militares contra eles em áreas perto da fronteira com o Afeganistão.

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