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Atualizado às: 17 de novembro, 2007 - 23h57 GMT (21h57 Brasília)
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Chávez diz que petróleo dobraria se EUA atacassem Irã
Chávez e Ahmadinejad
Chávez: 'A base de toda agressão é petróleo'
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste sábado que os preços do petróleo poderiam dobrar se os Estados Unidos atacassem o Irã, durante discurso na abertura da reunião da Opep (Organização dos Países Produtores Exportadores de Petróleo), na Arábia Saudita.

"Se os Estados Unidos cometerem a loucura de atacar o Irã ou agredir a Venezuela, o preço do barril de petróleo poderia atingir US$ 150 ou mesmo US$ 200", afirmou Chávez.

O petróleo tem batido recordes acima de US$ 90 o barril em meio a expectativas no mercado de que a Opep não vai elevar a produção.

A reunião na Arábia Saudita é a terceira a ser realizada nos 47 anos da organização, mas, de acordo com informações de representantes de países da própria Opep, não deverá servir para definir um eventual aumento na produção para responder à recente alta nos preços.

Essa decisão só seria tomada em dezembro, durante a reunião dos ministros de Energia dos países-menbros.

'Unidade'

Além de destacar o suposto risco de os Estados Unidos atacarem o Irã ou a Venezuela, Chávez defendeu a unidade dos países produtores de petróleo como uma necessidade geopolítica.

"A base de toda agressão é petróleo. Esta é a razão por trás de tudo", disse Chávez, referindo-se à guerra do Iraque e às ameaças do Estados Unidos ao Irã por causa da recusa do país em suspender o seu programa nuclear.

"Hoje, a Opep está forte. Está mais forte do que jamais esteve no passado. A Opep deveria se colocar como um agente geopolítico ativo."

As declarações do venezuelano, no entanto, foram contrabalanceadas pelo rei Abdulalh, da Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo e um aliado dos Estados Unidos.

"Aqueles que querem que a Opep tire vantagem da sua posição esquecem que a Opep sempre agiu de forma moderada e pensada", disse o anfitrião.

"O petróleo não deveria ser um instrumento para o conflito, deveria ser um instrumento para o desenvolvimento."

O correspondente da BBC Andrew Walker apurou que Arábia Saudita e Irã divergiram sobre o teor do comunicado que deverá ser divulgado ao final da cúpula.

Os iranianos queriam que fosse expressada no texto uma preocupação com a baixa do dólar, que afeta os preços do petróleo já que o barril do produto é cotado na moeda americana.

Já os sauditas foram contra a inclusão de qualquer menção a isso, inclusive com o argumento de que poderia aumentar a pressão sobre o dólar.

O correspondente da BBC informa que a queda da moeda americana tem sido compensada pelo aumento dos preços, atribuído a fatores como tensões geopolíticas e baixos estoques.

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