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Bhutto quer ajuda externa em investigação de ataques | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, pediu por ajuda de outros países na investigação dos ataques suicidas contra o comboio em que ela estava na quinta-feira. Bhutto disse que especialistas de outros países podem ajudar a identificar os responsáveis pelas mortes das 139 pessoas. Para a ex-primeira-ministra os especialistas podem oferecer "as técnicas necessárias para investigar os ataques". No domingo, Bhutto visitou os feridos que sobreviveram aos ataques. Rodeada por seguranças portando metralhadoras, Bhutto passou parte do dia visitando os mais de 200 feridos em um hospital de Karachi. A ex-primeira-ministra entregou dinheiro para os sobreviventes no hospital Jinnah. Do lado de fora, uma multidão gritava "primeira-ministra Benazir". Eleições Bhutto disse à BBC que ainda vai disputar as eleições paquistanesas em janeiro de 2008, mas teria que mudar "a maneira de fazer campanha". Ela afirmou que o governo paquistanês entregou um relatório sugerindo que poderão ocorrer novas tentativas contra sua vida. Bhutto lidera a maior força política do país, o Partido do Povo do Paquistão (PPP). Ela está em negociações com o presidente Pervez Musharraf a respeito de um acordo para a divisão de poder no país. A ex-primeira-ministra, que escapou ilesa dos ataques no dia que voltou do exílio voluntário, está observando três dias de luto pelas vítimas, junto com seu partido. Foto A polícia do Paquistão divulgou uma fotografia do homem que seria o responsável pelo ataque suicida contra o comboio da ex-primeira-ministra. Os jornais paquistaneses mostraram fotos da cabeça do suspeito apoiada em um lençol branco. O homem, que parece ter cerca de 20 anos, tem barba, cabelos encaracolados e olhos castanhos. Segundo a correspondente da BBC em Karachi Barbara Plett, acredita-se que o suicida seria um militante islâmico. A polícia não informou o nome do grupo ao qual o suspeito pertenceria. Os ataques levantaram questões a respeito da segurança para a campanha eleitoral. Mas o governo afirmou que as eleições em janeiro de 2008 vão ocorrer como o planejado. O presidente Pervez Musharraf pediu que as autoridades entreguem os resultados de um inquérito preliminar de urgência a respeito dos ataques na segunda-feira. |
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