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Ex-premiê derrubado por Musharraf volta ao Paquistão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-primeiro-ministro do Paquistão Nawaz Sharif está voltando para o país depois de sete anos no exílio, com a intenção declarada de tirar do poder o presidente Pervez Musharraf, que o derrubou com um golpe militar em 1999. As autoridades paquistanesas prepararam uma grande operação de segurança para a chegada de Sharif, prevista para esta segunda-feira, à capital Islamabad. Ele saiu de Londres no domingo à noite. De acordo com um porta-voz da Liga Muçulmana, partido de Sharif, mais de 2 mil pessoas que apóiam o ex-premiê foram presos na província de Punjab. Um porta-voz da polícia paquistanesa, por sua vez, disse que "centenas" de "arruaceiros" foram presos. O porta-voz de Sharif disse à agência de notícias France Prese que o ex-premiê quer voltar a desempenhar o seu papel na política paquistanesa. : "Ele é o presidente do seu partido. As eleições estão chegando. Ele vai mobilizar o seu partido para as eleições." Sharif pretende conduzir uma passeata de Islamabad para Lahore, sua base política, mas o governo já sugeriu que ele poderá ser preso ou mesmo deportado se voltar ao Paquistão. Antes de embarcar, ele disse não estar preocupado com a possibilidade de ser preso assim que pisar em seu país. Esse seria "um pequeno preço para pagar pela liberdade do país", afirmou. "Ele me manteve na prisão por 14 meses depois de lançar um golpe de Estado contra o meu governo e eu estou lutando desde aquele dia." "Eu tenho um dever, uma responsabilidade, uma obrigação nacional a cumprir custe o que custar: a democracia." Sharrif foi condenado à prisão perpétua por evasão fiscal e traição, mas foi libertado em dezembro de 2000 na condição de que ele e a sua família se exilassem na Arábia Saudita por dez anos. Sharif se diz inocente das acusações e nega ter aceitado o acordo. A Suprema Corte decidiu no mês passado que Sharif tem direito de voltar ao seu país. Mas o governo insiste que ele tem que honrar os termos de um acordo de exílio que só permite que ele volte em três anos. O goveno paquistanês tem dito que a volta de Shariz vai desestabilizar a situação política num período em que o país se prepara para eleições gerais. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Explosões em zona militar no Paquistão matam pelo menos 2404 de setembro, 2007 | Notícias Ex-premiê Benazir Bhutto anuncia volta ao Paquistão01 setembro, 2007 | BBC Report Multidão vai às ruas para comemorar 60 anos do Paquistão14 de agosto, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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