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Atualizado às: 26 de junho, 2007 - 20h39 GMT (17h39 Brasília)
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Senado dos EUA revive projeto de lei de imigração
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush
Bush pediu ao Congresso que não perca a oportunidade
O Senado dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira, por 64 votos a 35, voltar a discutir uma proposta de reforma nas leis da imigração que pode dar a 12 milhões de ilegais um caminho para que regularizem suas situações.

A proposta, que conta com o apoio do presidente George W. Bush, mas enfrenta forte oposição de republicanos e democratas, havia sido rejeitada pelo Senado neste mês.

Desde então, o projeto recebeu emendas no total de US$ 4,4 bilhões para reforçar o patrulhamento nas fronteiras – e assim conquistar o apoio de mais senadores, especialmente republicanos.

A proposta é considerada uma das principais da agenda doméstica de Bush e aborda um tema que deve dominar a campanha presidencial americana no ano que vem.

"Oportunidade histórica"

A proposta estabelece que imigrantes ilegais nos Estados Unidos possam solicitar um visto especial depois de pagar uma multa de US$ 5 mil.

O projeto também dá a eles a possibilidade de obter residência no país, em um processo que pode demorar vários anos.

 Vejo isso (a proposta) como uma oportunidade histórica de o Congresso agir – para que o Congresso substitua um sistema que não está funcionando por outro que nós acreditamos que vai funcionar bem melhor.
George W. Bush

Nos últimos meses, milhares de pessoas, a maioria de origem latina, realizaram protestos no país para pressionar o governo a reformar as leis de imigração.

"Vejo isso (a proposta) como uma oportunidade histórica de o Congresso agir, para que o Congresso substitua um sistema que não está funcionando por outro que nós acreditamos que vai funcionar bem melhor", disse Bush nesta terça-feira.

Resistência

No entanto, o senador republicano Jim DeMint advertiu que o projeto continuará a enfrentar oposição de alguns parlamentares, muitos dos quais estão sob pressão de seus eleitores conservadores para rejeitar as mudanças.

"O impulso contra este projeto está crescendo em todo o país", disse DeMint.

Segundo James Coomarasamy, correspondente da BBC, a nova lei de imigração ainda tem um longo caminho até ser aprovada, e não há garantias de que um dia será.

O correspondente disse que muitos republicanos que foram a favor do projeto na primeira votação manifestam publicamente seu ceticismo acerca das propostas.

Esses parlamentares representam um desafio para moderados favoráveis às mudanças, que tentarão convencê-los a manter seu apoio ao projeto.

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