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Senado dos EUA revive projeto de lei de imigração | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Senado dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira, por 64 votos a 35, voltar a discutir uma proposta de reforma nas leis da imigração que pode dar a 12 milhões de ilegais um caminho para que regularizem suas situações. A proposta, que conta com o apoio do presidente George W. Bush, mas enfrenta forte oposição de republicanos e democratas, havia sido rejeitada pelo Senado neste mês. Desde então, o projeto recebeu emendas no total de US$ 4,4 bilhões para reforçar o patrulhamento nas fronteiras – e assim conquistar o apoio de mais senadores, especialmente republicanos. A proposta é considerada uma das principais da agenda doméstica de Bush e aborda um tema que deve dominar a campanha presidencial americana no ano que vem. "Oportunidade histórica" A proposta estabelece que imigrantes ilegais nos Estados Unidos possam solicitar um visto especial depois de pagar uma multa de US$ 5 mil. O projeto também dá a eles a possibilidade de obter residência no país, em um processo que pode demorar vários anos. Nos últimos meses, milhares de pessoas, a maioria de origem latina, realizaram protestos no país para pressionar o governo a reformar as leis de imigração. "Vejo isso (a proposta) como uma oportunidade histórica de o Congresso agir, para que o Congresso substitua um sistema que não está funcionando por outro que nós acreditamos que vai funcionar bem melhor", disse Bush nesta terça-feira. Resistência No entanto, o senador republicano Jim DeMint advertiu que o projeto continuará a enfrentar oposição de alguns parlamentares, muitos dos quais estão sob pressão de seus eleitores conservadores para rejeitar as mudanças. "O impulso contra este projeto está crescendo em todo o país", disse DeMint. Segundo James Coomarasamy, correspondente da BBC, a nova lei de imigração ainda tem um longo caminho até ser aprovada, e não há garantias de que um dia será. O correspondente disse que muitos republicanos que foram a favor do projeto na primeira votação manifestam publicamente seu ceticismo acerca das propostas. Esses parlamentares representam um desafio para moderados favoráveis às mudanças, que tentarão convencê-los a manter seu apoio ao projeto. |
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