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Venezuela 'não está interessada no velho Mercosul', diz Chávez | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse não estar interessado "pelo velho Mercosul", a poucos dias da reunião do bloco, dias 28 e 29, em Assunção, no Paraguai. "Se não houver mudanças (no bloco), então não estamos interessados”, disse o líder venezuelano em entrevista à agência de notícias Efe. Chávez disse ainda que seu país “não está desesperado” para fazer parte do grupo que integra Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Atualmente, a Venezuela espera a conclusão do chamado “processo de adesão”, como dizem os diplomatas, para ser membro pleno do Mercosul, com o mesmo status de seus quatro fundadores. O entendimento para que o país integre o bloco já foi ratificado pelos Congressos da Argentina, Uruguai e da própria Venezuela. Mas os Congressos do Brasil e do Paraguai ainda não confirmaram essa aprovação. Em Brasília, Chávez tem sido alvo de duras críticas por causa da recusa de seu governo em renovar a concessão do canal de TV privado RCTV, que foi tirado do ar. O Senado brasileiro chegou a aprovar um requerimento pedindo que Chávez devolvesse a concessão ao canal, o que levou o presidente venezuelano a dizer que o Congresso brasileiro agia como um "papagaio que repete o que diz Washington". Na entrevista à Efe, Chávez disse que o caso da RCTV "não vai dificultar nada", mas ameaçou se retirar do Mercosul, caso a ratificação à adesão da Venezuela não seja aprovada. Cúpula O presidente da Venezuela já havia confirmado que não participará do encontro com os colegas do Mercosul, no Paraguai. Na mesma data, ele estará em Moscou, de acordo com a imprensa venezuelana, assinando acordos de cooperação militar com o presidente russo Vladimir Putin. Enquanto aguarda a ratificação e a conclusão do processo de adesão, como recordou o embaixador argentino Eduardo Sigal, um dos principais negociadores do Mercosul, a Venezuela pode opinar nas reuniões de cúpula do bloco, mas não têm direito a voto ou veto dos projetos discutidos. O país presidido por Chávez, dono de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, foi o primeiro integrante da Aladi a pedir para ser membro pleno do Mercosul. E para ser integrante deste bloco, deixou a CAN (Comunidade Andina de Nações) que reúne Bolívia e Chile, entre outros. Em julho do ano passado, após mais de um ano de negociações, Chávez assinou, junto com os outros presidentes do Mercosul, o protocolo de adesão ao bloco. |
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