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Presidente palestino acusa Hamas de 'golpe' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente palestino Mahmoud Abbas, do partido moderado Fatah, acusou membros do partido rival, o radical Hamas, de tentar desestabilizar seu governo e tomar o poder na Faixa de Gaza. Abbas disse que alguns elementos do Hamas estão "planejando um golpe contra as instituições (palestinas) legítimas". "Alguns líderes políticos e militares do Hamas estão planejando um golpe pensando que serão capazes de controlar a Faixa de Gaza pela força", ele afirmou, em uma declaração divulgada nesta terça-feira. Desde a segunda-feira, pelo menos 18 pessoas morreram nos confrontos entre os dois grupos rivais. Abbas se reuniu com líderes do Fatah em seu gabinete, na Cisjordânia, para discutir medidas para controlar a crise. Cessar-fogo O presidente palestino pediu um cessar-fogo entre as duas facções palestinas na Faixa de Gaza. "Em minha capacidade como chefe da Autoridade Palestina e líder supremo de todas as nossas forças de segurança e militares, peço um cessar-fogo imediato e negociações para encerrar toda a violência e todo o confronto", disse Abbas segundo a agência de notícias oficial palestina Wafa. Entre as opções que serão consideradas está a retirada do Fatah do governo e do Parlamento, segundo o vice-primeiro-ministro Azaam al-Ahmed, do Fatah. "Estas pessoas (no Hamas) não acreditam em uma parceria", disse ele à agência de notícias Associated Press. Na manhã de terça-feira, líderes políticos palestinos se transformaram em alvos de ataques. Morteiros foram disparados contra o escritório de Abbas na Cidade de Gaza. Ele não estava no local no momento do ataque. Mais cedo, atiradores dispararam uma granada-foguete contra a casa de Ismail Haniya, líder do Hamas, no campo de refugiados de Shati, nos arredores da cidade. Um porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, disse que a casa foi danificada, mas Haniya e sua família não ficaram feridos. Acusações O porta-voz acusou os partidários do Fatah de tentar assassinar o primeiro-ministro. "O Hamas decidiu punir os que atacaram e os matadores, e não vai relutar em punir todos eles sem piedade. Eles avançaram todos os sinais vermelhos", disse Barhoum. O grupo Brigada dos Mártires de al-Aqsa, partidário do Fatah, fez uma declaração no rádio acusando o Hamas de estar aliado a Israel - uma acusação que o Hamas também faz contra o Fatah - e disse que iria enfrentar a "agressão sionista do Hamas". "Passamos para uma fase ofensiva agora. Não é mais autodefesa", disse um porta-voz do grupo à agência de notícias Reuters. |
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