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Atualizado às: 31 de maio, 2007 - 05h41 GMT (02h41 Brasília)
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Prisioneiro saudita em Guantánamo 'comete suicídio'
Prisão de Guantánamo (foto de arquivo)
Cerca de 380 prisioneiros considerados "combatentes inimigos" estão em Guantánamo
Um prisioneiro saudita foi encontrado morto no centro de detenção da base americana na baía de Guantánamo, em Cuba, em um aparente caso de suicídio, segundo informações de fontes militares americanas.

Em um comunicado, o Comando do Sul das forças americanas afirmou que o homem, cuja identidade não foi divulgada, foi encontrado por guardas em sua cela, "desacordado e sem respirar". Os guardas teriam tentado reanimar o detento, sem sucesso.

"A morte do detento foi atestada por um médico depois de esgotados todos os esforços para reanimá-lo."

Não foram divulgados mais detalhes sobre a morte do prisioneiro. O Serviço de Investigação Criminal Naval está investigando o caso.

Quarto suicídio

Este é o quarto caso aparente de suicídio na prisão de Guantánamo, onde são mantidos cerca de 380 prisioneiros considerados "combatentes inimigos" pelos Estados Unidos.

Em junho do ano passado, dois prisioneiros sauditas e um iemenita foram encontrados enforcados, em casos que também foram considerados suicídios.

Conforme o Comando do Sul, o Exército americano está recebendo ajuda de um conselheiro cultural para assegurar que o corpo do prisioneiro morto seja tratado de maneira "culturalmente sensível e religiosamente apropriada".

No ano passado, um alto oficial do Exército americano provocou indignação ao descrever três suicídios cometidos por prisioneiros como uma jogada de relações públicas por parte dos suspeitos de terrorismo.

O presidente da entidade US Center for Constitutional Rights, Michael Ratner, disse à agência de notícias Associated Press que a morte do prisioneiro saudita foi provavelmente um ato de desespero.

"Você tem cinco anos e meio de desespero lá, sem nenhuma saída legal", disse Ratner.

Julgamentos

Essa morte ocorre poucos dias antes de dois detentos de Guantánamo - o iemenita Ahmed Hamdan e o canadense Omar Khadr - serem julgados por um tribunal militar americano sob a acusação de crimes de guerra, na próxima segunda-feira.

Na quarta-feira, Khadr demitiu seus advogados americanos. Ele deverá enfrentar o tribunal sem representação jurídica.

Um dos advogados dispensados, o tenente-coronel Colby Vokey, disse que seu ex-cliente estava sendo mantido preso em um processo "claramente injusto".

"Ele não confia em advogados americanos. E eu, particularmente, não o culpo por isso", afirmou Vokey.

O outro acusado, Hamdan, teve uma vitória em um caso emblemático, no ano passado, no qual a Suprema Corte americana considerou o sistema de tribunais militares ilegal.

A decisão forçou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a recorrer ao Congresso para aprovar uma lei permitindo que suspeitos de terrorismo fossem julgados em tribunais militares.

O governo americano afirma que os prisioneiros mantidos em Guantánamo não estão protegidos pela Convenção de Genebra, por serem considerados "combatentes inimigos".

Celas da nova prisão de GuantánamoGuantánamo
Veja fotos da nova prisão americana.
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