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Atualizado às: 11 de abril, 2007 - 20h13 GMT (17h13 Brasília)
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Explosões matam 24 e ferem 200 na capital da Argélia
Pelo menos 24 pessoas foram mortas e 200 ficaram feridas nesta quarta-feira em dois atentados a bomba na capital da Argélia, Argel. Segundo a polícia, as explosões foram causadas por dois ataques suicidas.

Um dos atentados ocorreu perto do gabinete do primeiro-ministro argelino, Abdelaziz Belkhadem, no centro de Argel. Testemunhas disseram ter visto um carro explodindo depois de ter sido lançado contra o escritório do premiê.

O outro ataque atingiu uma delegacia no bairro de Bab Ezzouar, no leste da cidade.

Uma pessoa telefonou para a rede de televisão árabe Al-Jazeera dizendo representar a rede extremista Al-Qaeda no Magreb Islâmico e reivindicou para o grupo a autoria dos atentados.

No entanto, a autenticidade da mensagem ainda não foi confirmada.

"Ato covarde"

O primeiro-ministro argelino, que saiu ileso do ataque perto de seu escritório, disse que os atentados foram um "ato criminoso e covarde".

Ataques violentos como esses tem se tornado mais freqüentes na Argélia depois que o principal grupo islâmico do país, o Grupo Salavista de Pregação e Combate, mudou seu nome para Organização Al-Qaeda no Magreb Islâmico, em janeiro.

Em fevereiro, o grupo realizou uma série de atentados a bomba contra delegacias.

Outros ataques foram registrados na Argélia em fevereiro

No entanto, de acordo com Roger Hardy, analista de assuntos relativos ao Oriente Médio da BBC, explosões de carros-bomba na capital têm sido raras.

Hardy diz acreditar que a Al-Qaeda no Magreb Islâmico tem grandes ambições para a região e está construindo uma rede com conexões em países vizinhos, incluindo Marrocos e Tunísia, além de países europeus.

Eleição anulada

A violência envolvendo grupos islâmicos e o governo na Argélia começou em 1992, quando o governo, aparentemente sob pressão dos militares, anulou uma eleição parlamentar em que um partido islâmico despontava como favorito.

O Parlamento foi dissolvido e, nos anos seguintes, cerca de 150 mil pessoas morreram nas mãos de militantes ou forças ligadas ao governo, segundo órgãos de defesa dos direitos humanos.

Desde 1999, anistias concedidas pelas autoridades a ativistas islâmicos fizeram os ataques diminuir. Em 2006, por exemplo, o governo deu aos militantes um período de seis meses para abandonarem as armas e, em troca, receberem anistia por seus crimes.

Com o aumento da tensão neste ano, o Exército ampliou uma ofensiva para combater os militantes.

Os ataques desta quarta-feira ocorreram um dia depois de as autoridades no Marrocos terem anunciado que evitaram que alvos estrangeiros e estratégicos no país fossem alvos de ataques suicidas.

Três suspeitos se explodiram quando eram perseguidos pela polícia, e um quarto foi morto pelas forças de segurança.

No início do ano, outro país vizinho da Argélia, a Tunísia, foi palco de confrontos entre as forças de segurança e militantes.

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