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Atualizado às: 07 de abril, 2007 - 20h51 GMT (17h51 Brasília)
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EUA negam prisão e tortura de diplomata do Irã
Sharafi (esq.) e o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki
Diplomata seqüestrado (esq.) foi liberado nesta semana
Representantes americanos negaram neste sábado que os Estados Unidos tenham tido qualquer envolvimento na prisão de um diplomata iraniano que alega que foi torturado por agentes da CIA (agência de inteligência americana).

Jalal Sharafi, segundo secretário da Embaixada do Irã em Bagdá, foi seqüestrado em fevereiro no Iraque e liberado nesta semana.

Ele disse à imprensa iraniana que foi levado a uma base próxima a Bagdá e interrogado em árabe e inglês, sendo supostamente torturado "dia e noite" por membros das forças de segurança do Iraque e dos Estados Unidos.

"Os agentes da CIA queriam saber da presença e da influência do Irã no Iraque", ele afirmou, segundo a agência de notícias iraniana IRNA. "Quando respondi que o Irã tinha apenas laços oficiais com o governo iraquiano, eles aumentaram a tortura."

O diplomata não deu detalhes sobre os métodos empregados por seus supostos torturadores.

"Encenação"

"Fui seqüestrado das ruas de Bagdá enquanto fazia compras, por policiais que exibiam cartões de identificação do Ministério da Defesa iraquiano, e que dirigiam veículos das forças americanas", ele acusou.

O porta-voz da Casa Branca Gordon Johndroe negou as alegações. “Os Estados Unidos não tem nada a ver com a prisão do senhor Sharafi e saúda seu retorno ao Irã”, disse.

“Esta é apenas a última encenação de um governo tentando desviar a atenção de suas próprias ações inaceitáveis”, disse Johndroe.

O porta-voz do Exército americano, tenente-coronel Christopher Garver, também negou o envolvimento de membros das forças de coalizão no caso.

"A força multinacional no Iraque não esteve envolvida no seqüestro (de Sharafi) nem em acusações de tortura a que ele diz ter sido submetido", declarou o porta-voz.

A troca de acusações deve aumentar as tensões entre Washington e Teerã, em meio a tentativas iranianas de libertar cinco funcionários de seu governo em poder de agentes americanos.

Os Estados Unidos vêm acusando o Irã de estimular a violência sectária no Iraque.

Nesta semana, Teerã libertou 15 marinheiros britânicos mantidos em cativeiro por quase duas semanas, sob acusação de terem entrado ilegalmente em águas iranianas.

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