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Alunas invadem suposto bordel no Paquistão em protesto | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de jovens mulheres de uma escola religião em Islamabad, capital do Paquistão, invadiram na terça-feira à noite um suposto bordel e seqüestraram a proprietária do local. As mulheres, da universidade Jamia Hafsa, invadiram o local na terça-feira, exigindo o fechamento do estabelecimento. As mulheres diziam que ter o direito de encerrar atividades imorais, em respeito à lei islâmica. O correspondente da BBC, Navpid Dhariwal, disse que pela primeira vez uma ação tão ousada no estilo do Talebã, comum no resto do Paquistão, acontece em Islamabad. A escola de Jamia Hafsa tem sido pivô de polêmicas nos últimos meses. Em janeiro, estudantes armados ocuparam uma biblioteca infantil e impediram autoridades de demolir uma mesquita supostamente construída de forma ilegal. Eles também exigiram que videolocadoras fossem fechadas. Retaliação Entre as mulheres que lideraram a invasão na noite de terça-feira estavam estudantes e professoras. Elas receberam o apoio de colegas homens da universidade. Quando a suposta proprietária do bordel se recusou a fechar o local, o grupo se trancou no estabelecimento e seqüestrou a mulher e sua cunhada.
Inicialmente, a polícia hesitou em intervir, mas acabou prendendo duas professoras da escola depois que foi registrada ocorrência. Em retaliação, os estudantes seqüestraram dois policiais de uma delegacia próxima. Os dois, presos na universidade, conversaram com repórteres. "Eles não nos maltrataram, nos serviram chá e nos deixaram ficar com nossos celulares", disse um deles, Hamad Raza, segundo a agência de notícias France Press. "Nos disseram que as negociações estão em andamento e esperamos que o assunto vá acabar em breve", afirmou. Autoridades da universidade afirmaram que outras duas professoras desapareceram na manhã de quarta-feira e que elas podem ter sido seqüestradas por agências de inteligência. Invasão Há tempos que a universidade de Jamia Hafsa tem sido um problema para a Prefeitura de Islamabad e para o presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf. Ela critica com freqüência a "guerra ao terrorismo" e pede que a lei islâmica seja reforçada no Paquistão. A universidade foi uma das invadidas depois dos atentados em Londres, em julho de 2005. Os administradores da escola negam qualquer ligação com os ataques. O correspondente da BBC diz que a administração da universidade parece relutante ou sem condições de agir contra as professoras e as estudantes. O incidente acontece em meio ao temor de uma crescente "talebanização" de partes do Paquistão. Em algumas áreas tribais do Paquistão, lojas de CD e vídeos têm sido fechadas, barbearias estão sendo proibidas de raspar barbas e música não-religiosa está sendo proibida. |
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