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Rumsfeld não será julgado por suposta tortura a ex-detentos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal nos Estados Unidos rejeitou uma ação judicial movida contra o ex-secretário da Defesa americano, Donald Rumsfeld, com alegações de que prisioneiros foram torturados no Iraque e no Afeganistão. Dois grupos de defesa dos direitos humanos - União Americana de Liberdades Civis e Human Rights First - entraram com a ação contra o ex-secretário da Defesa e três oficiais militares - Ricardo Sanchez, ex-comandante das forças americanas no Iraque, e Thomas Pappas e Janis Karpinski, ambos ex-comandantes da prisão de Abu Ghraib, no Iraque. O tribunal aceitou a alegação de que os nove homens incluídos no processo contra Rumsfeld foram torturados, e detalhou as torturas que sofreram em sua decisão. Mas o juiz Thomas Hogan decidiu que os cinco iraquianos e quatro afegãos não tinham direitos constitucionais nos Estados Unidos e que Rumsfeld era imune a processos desse tipo. Ordem de 2002 Ao acusar Rumsfeld, os grupos se concentraram em uma ordem que ele assinou em dezembro de 2002, autorizando novos métodos para interrogar prisioneiros na base militar da baía de Guantánamo, em Cuba. Eles alegaram ainda que o secretário da Defesa ignorou, mais tarde, evidências de que essa política resultou em abuso de prisioneiros. Em parecer de quase 60 páginas, o juiz disse que as alegações de tortura foram "horrendas", e elas incluem choques elétricos, privação de sono por ruídos altos e luzes fortes, e espancamento até que os prisioneiros ficassem desacordados. Eles foram submetidos ainda a humilhação sexual. Nenhum dos nove jamais foi indiciado por um crime. Todos foram libertados após períodos de detenção de um mês a um ano. Alguns foram presos várias vezes. Rumsfeld pediu desculpas pelos escândalos de abuso de prisioneiros. Ele deixou o cargo depois da derrota do Partido Republicano, do presidente George W. Bush, nas eleições do ano passado. |
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