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Atualizado às: 24 de março, 2007 - 12h42 GMT (09h42 Brasília)
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Saída de americanos pode piorar Iraque, diz vice-premiê
Soldados americanos no Iraque
Alguns democratas querem o retorno imediato dos soldados
O vice-presidente do Iraque disse neste sábado que uma retirada acelerada das tropas americanas poderia piorar a situação no país.

Tareq al-Hashemi fez a declaração um dia depois que a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que prevê o prazo até 31 de agosto de 2008 para a retirada das tropas americanas que estão no Iraque, contrariando os planos da Casa Branca.

Hashemi disse que substituir as tropas americanas por soldados iraquianos mal-treinados e com lealdades questionáveis criaria um vácuo de segurança.

“Eu acredito que para o interesse comum de meu país nós precisamos que as forças de coalizão permaneçam aqui até segunda ordem”, disse Hashemi, durante uma visita ao Japão.

“Nós estamos esperando um cronograma para uma retirada condicional”, disse, acrescentando que uma saída desse tipo é do interesse nacional do Iraque, dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.

Bush

O presidente George W. Bush prometeu vetar o projeto, que foi aprovado com 218 votos a favor e 212 contra. O documento prevê, além da retirada das tropas, cerca de US$ 120 bilhões em verbas para as operações militares americanas no Iraque e no Afeganistão.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que os americanos querem um cronograma para a retirada das tropas e que o Congresso vai tornar isso realidade.

"Os americanos querem uma nova direção no Iraque", disse. "Os americanos não apóiam uma guerra sem fim, e o Congresso não deve apoiar também."

Bush deixou claro que não ficou satisfeito com a mensagem. "Democratas na Câmara, em um ato de teatro político, votaram a favor de substitur a avaliação de nossos comandantes militares em campo no Iraque pela deles", afirmou o presidente.

"Eles estabeleceram uma data arbitrária para retirada, sem levar em conta as condições em campo", acrescentou Bush.

"Esses democratas acreditam que, quanto mais eles adiarem a aprovação de novos fundos para nossas tropas, mais provável será que eu aceite a imposição de restrições a nossos comandantes, um cronograma artificial para retirada. Isso não vai acontecer", disse o presidente americano.

Projetos domésticos

Na votação, a maior parte dos deputados se dividiu de acordo com sua orientação partidária, contra ou a favor de Bush. Mas dois deputados do Partido Republicano, do presidente, votaram a favor do projeto.

O projeto representa a maior contestação já feita pelo Congresso americano à política de guerra de Bush. A proposta foi estruturada de uma forma que alguns deputados se sentiram obrigados a votar a favor.

Além de estabelecer uma data final para a retirada dos soldados e mais verbas para operações militares, o projeto prevê iniciativas domésticas, como o envio de mais dinheiro para áreas afetadas pelo furacão Katrina no sul dos Estados Unidos.

O Senado americano deve avaliar na semana que vem uma proposta de legislação semelhante.

No entanto, a expectativa é de que seja mais difícil para a oposição aprovar o projeto no Senado porque precisaria do apoio de muitos senadores da base governista.

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