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Atualizado às: 25 de março, 2007 - 00h18 GMT (21h18 Brasília)
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Enviado da ONU é barrado em campo de refugiados de Darfur
John Holmes
Holmes assumiu cargo em março e faz primeira visita à região
O coordenador de operações de emergência da ONU, John Holmes, foi impedido de entrar em um acampamento para refugiados do conflito em Darfur, no Sudão.

Ele foi barrado por soldados sudaneses no acampamento de Kassab, no norte de Darfur, informa a correspondente da BBC Karen Allen, que acompanha Holmes na viagem.

Poucas horas após chegar a Darfur, Holmes foi parado num posto de controle e o comboio de veículos em que estava foi obrigado a voltar, informa a correspondente. Equipes de TV cobrindo a viagem tiveram suas fitas confiscadas.

Nos últimos seis meses, a BBC vem noticiando relatos de estupros de mulheres e meninas em Kassab, onde vivem cerca de 20 mil pessoas.

Ex-diplomata britânico, John Holmes faz uma viagem por Sudão, Chade e República Centro-Africana.

Trata-se da sua primeira visita à região desde que assumiu o cargo, em 1º de março, substituindo Jan Egeland.

O conflito em Darfur já deixou 200 mil mortos e levou 2,5 milhões de pessoas a deixarem suas casas.

Isolamento

O acampamento está se tornando cada vez mais isolado da comunidade de agências humanitárias, que é mantida fora de Kassab praticamente à força, diz a jornalista da BBC.

O coordenador de operações humanitárias da ONU chegou a pedir a autoridades sudanesas na semana passada que não interferissem no trabalho das agências.

Um grupo de proeminentes intelectuais europeus acusou os líderes de União Européia - reunidos em Berlim para comeorar os 50 anos do bloco - de reagir com covardia à crise em Darfur.

Em uma carta aberta publicada em vários jornais europeus neste sábado, dez escritores - incluindo Umberto Eco, Vaclav Havel, Gunter Gass e Harold Pinter - defenderam a adoção de sanções duras contra Cartum, sede do governo sudanês.

A carta de uma página indaga se a UE que foi fundada na união a fim de evitar mais atrocidades não tem nada a dizer, "nenhum princípio sobre o qual agir, nenhuma ação a tomar para prevenir os ataques em Darfur".

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