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Atualizado às: 03 de março, 2007 - 23h36 GMT (20h36 Brasília)
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Grupo do Rio fecha cúpula sem discutir visita de Bush
Luiz Inácio Lula da Silva, Michellet Bachelet e Felipe Calderón
Lula (à esq.), com Michellet Bachelet e Felipe Calderón
A Cúpula do Grupo do Rio se encerrou neste sábado, em Georgetown, na Guiana, sem que os líderes presentes debatessem a visita que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fará à América Latina na semana que vem.

"Não se tocou diretamente neste tema", disse o ministro do Exterior da Venezuela, Nicolás Maduro, que representava o presidente Hugo Chávez, ausente do encontro por problemas de agenda.

"Penso que quem está dando importância ao impacto desta visita são eles mesmos (os americanos), que têm medo dos povos da América Latina e do Caribe", afirmou Maduro, segundo a agência de notícias Reuters.

Outros chefes de Estado presentes ao encontro na Guiana se recusaram a comentar a visita de Bush com a imprensa.

Fortalecimento

Líderes de 15 países presentes discutiram assuntos como energia, infraestrutura e projetos sociais.

Eles também firmaram o compromisso de fortalecer o Grupo do Rio, criado em 1986 como um mecanismo permanente de consulta e coordenação política.

"Os líderes concordaram tornar o G-Rio mais ágil", disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. "Concordaram que é recomendável marcar reunião de dois em dois anos e criar grupos de trabalho permanentes em vários setores.”

Segundo a Reuters, Amorim também teria dito à imprensa que houve uma discussão informal sobre a entrada de Cuba no Grupo.

Além do encontro principal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, sobre programas sociais.

'Perigo'

Na abertura da cúpula, na sexta-feira, o presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, alertou que o "descontentamento social" é um perigo para a estabilidade da América Latina.

Sobre a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), para liberalização do comércio mundial, o presidente da Guiana acrescentou: "O ritmo devagar das negociações da Rodada Doha na Organização Mundial do Comércio, é uma demonstração impressionante da indiferença do mundo desenvolvido para o bem-estar do mundo em desenvolvimento".

O Grupo do Rio é formado por Brasil, Argentina, Belize, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguaia, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

A Guiana atua como representante da Comunidade do Caribe (Caricom).

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