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Atualizado às: 22 de fevereiro, 2007 - 15h00 GMT (13h00 Brasília)
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Soldados iraquianos são presos e acusados de estuprar sunita
Quatro soldados iraquianos foram presos sob a acusação de terem estuprado uma mulher muçulmana sunita neste mês na cidade de Tal Afar, a cerca de 420 km a noroeste de Bagdá.

Esta é a segunda vez nesta semana que membros das forças de seguranças iraquianas são acusados de violência sexual contra mulheres sunitas, o que tem provocado tensão entre autoridades xiitas e sunitas iraquianas.

As prisões ocorreram depois que um sargento americano se declarou culpado de ter participado do estupro coletivo de uma menina de 14 anos e de assassinar a vítima e a família dela, ao sul de Bagdá.

O sargento Paul Cortez admitiu nesta quarta-feira ter participado de quatro assassinatos, estupro e conspiração para estupro. Ao admitir a culpa, Cortez escapou da condenação à morte.

Iraquianos

Os soldados iraquianos presos não fizeram declarações públicas sobre as acusações.

No entanto, o chefe do judiciário em Tal Afar, Negm Abdullah, disse nesta quinta-feira que os homens confessaram o crime.

Segundo a agência de notícias Associated Press, o estupro teria ocorrido há cerca de dez dias e a vítima seria uma mulher de 50 anos. A mesma agência diz que os soldados tentaram também estuprar suas duas filhas.

No caso anterior em que membros das forças de segurança iraquianas foram acusados de violência sexual, uma mulher disse ter sido atacada por policiais que estavam implantando um novo plano de segurança em Bagdá, no domingo passado.

O primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al-Maliki, disse na ocasião que as acusações contra os soldados haviam sido inventadas por grupos sunitas para enfraquecer as forças de segurança do país.

Americano

Os crimes confessados pelo sargento Paul Cortez ocorreram na cidade de Mahmudiya, em março.

Em novembro, o soldado James Barker, de 24 anos, havia admitido ter participado do estupro e dos assassinatos e foi condenado a 90 anos de prisão.

O sargento Cortez chorou ao confessar ter estuprado a menina enquanto o pai, a mãe e a irmã dela, de cinco anos, eram mortos a tiros em outro quarto.

Cortez disse que o plano do ataque à família foi traçado enquanto os soldados jogavam cartas, e que a menina foi escolhida porque havia apenas um homem na casa, fazendo dela um alvo fácil.

Ele confessou ter planejado o estupro de Abeer Qassim al-Janabi com três outros soldados, Barker, Jesse Spielman e Steven Green, que foi dispensado do Exército por problemas psicológicos.

Green está preso e aguarda julgamento por um tribunal civil. Spielman e um quinto homem, Bryan Howard, estão esperando julgamento por uma corte marcial por acusações relacionadas ao ataque.

Todos os cinco homens pertenciam à 2ª Brigada da 101ª Divisão Aerotransportada, uma unidade de elite do Exército americano baseada no Estado de Kentucky, onde os julgamentos estão acontecendo.

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