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EUA e Israel podem boicotar novo governo palestino, diz Olmert | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse neste domingo que Israel e os Estados Unidos podem boicotar o novo governo palestino – que ainda está em fase de formação – se o gabinete se recusar a aceitar determinadas "condições" colocadas pela comunidade internacional. Dessas condições, a principal é o reconhecimento do Estado de Israel. Mas o primeiro-ministro também se referiu ao fim da violência e ao cumprimento dos acordos de paz existentes. "Um governo palestino que não aceite as condições (internacionais) não pode ser reconhecido, e não haverá cooperação com ele", disse ele. "Falei sobre isto com o presidente dos Estados Unidos e posso dizer que as posições de ambos são completamente idênticas." As declarações de Olmert foram dadas um dia antes de a secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, mediar um encontro entre Israel e os líderes palestinos. O encontro a três ocorrerá na segunda-feira, mas Rice já se reuniu a sós com os dois lados neste domingo. Chance Um assessor do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que o líder palestino vai aproveitar o encontro para pedir uma "chance" ao novo governo. A posição palestina é de que o novo governo, formado a duras penas em uma reunião na cidade de Meca, partiu do "único acordo possível" entre o partido de Abbas, o moderado Fatah, e o radical Hamas, que controla o parlamento e tem o primeiro-ministro. Até firmar o acordo para o governo unitário, as duas facções protagonizaram confrontos que deixaram cerca de 90 mortos desde o fim do ano passado, segundo estimativas. Desde que o Hamas venceu as eleições, em janeiro de 2006, os territórios palestinos estão sob embargo internacional. O partido se recusa a reconhecer o direito israelense à existência. EUA, União Européia, ONU e Rússia condicionam o fim do boicote a que esta posição seja revertida. O novo governo unitário contém apenas uma promessa de que vai "respeitar" os acordos de paz com Israel. |
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