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Atualizado às: 17 de fevereiro, 2007 - 22h59 GMT (20h59 Brasília)
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Colaborador nazista francês morre aos 96
Maurice Papon
Papon continou ascendendo na sua carreira política no pós-guerra
O colaborador nazista francês Maurice Papon, condenado por mandar judeus franceses a campos de extermínio durante a Segunda Guerra Mundial, morreu neste sábado aos 96 anos de idade.

Papon, que tinha sido submetido a uma cirurgia no coração na terça-feira para ajustar seu marca-passo, morreu dormindo numa clínica privada perto de Paris.

Ele era o segundo oficial mais graduado do governo francês na região de Bordeaux durante a ocupação nazista.

Papon foi condenado a dez anos de prisão em 1990 por ajudar a mandar 1.690 mil judeus a campos de extermínio nazistas entre 1942 e 1944.

Ele chegou a fugir para a Suíça enquanto a Justiça julgava um recurso dos seus advogados, mas foi preso pelas autoridades do país e entregue à França.

Ascensão política

Papon foi finalmente preso em 1998, mas foi solto em setembro de 2002 por causa da sua idade avançada.

Mesmo depois da sua colaboração com os nazistas, Papon continou ascendendo na sua carreira política, ocupando, entre outros cargos, o de ministro do Orçamento entre 1978 e 1981.

O julgamento de Papon obrigou a França a rediscutir seu passado de colaboração com os ocupadores nazistas, praticamente ignorado logo depois do fim da Segunda Guerra.

"Nós vamos lembrar dele não só como um criminoso, mas também como um símbolo da responsabilidade do Estado francês na tentativa de destruir os judeus na Europa", disse o presidente da associação francesa de estudantes judeus.

Papon nunca expressou remorso pelas suas ações e o fato de ele ter sido libertado da prisão antes de cumprir toda a sentença revoltou sobreviventes do Holocausto.

Cerca de 76 mil judeus foram deportados da França para campos nazistas na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Apenas 2,5 mil deles sobreviveram.

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