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Grupo de oposição no Egito denuncia prisão de 73 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo islamista de oposição no Egito, a Irmandade Muçulmana, afirmou que pelo menos 73 correligionários foram presos em todo o país durante uma operação na madrugada desta quinta-feira. As forças de segurança egípcias afirmaram que os presos integram uma organização ilegal e estão em posse de material antigovernamental. A Irmandade Muçulmana é considerada ilegal no Egito, mas costuma ser tolerada pelas autoridades. O grupo afirmou que as prisões fazem parte de uma iniciativa preventiva do governo às vésperas das eleições de abril na Câmara Alta do Parlamento egípcio. "Essa é mais uma tentativa de marginalizar o papel da Irmandade Muçulmana na vida política do Egito, uma tentativa de bloquear o nosso caminho político", reclamou Mohamed Habib, vice-líder a organização, de acordo com a agência de notícias Reuters. 'Ilegal' Há poucos dias, um dos principais líderes do grupo, Khayrat al-Shatir, começou a ser julgado por acusações de lavagem de dinheiro e financiamento de um grupo ilegal. Ele responde ao processo ao lado de 39 pessoas. Ainda nesta quinta-feira, a organização não-governamental americana Human Rights Watch fez um apelo ao governo egípcio pela libertação de centenas de integrantes da Irmandade que estariam detidos "somente por exercer os seus direitos de liberdade de expressão e associação". O grupo concorreu nas últimas eleições legislativas, em novembro e dezembro de 2005, com os seus quadros se candidatando como independentes, e conquistou 88 das 454 cadeiras do Parlamento. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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