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Itália ameaça fechar estádios de clubes 'violentos'
Jogador cobre o rosto durante o jogo
Briga de torcidas deixou um policial morto e outro gravemente ferido
O Comitê Olímpico Italiano (COI) marcou uma reunião para esta segunda-feira, a fim de decidir quando os jogos do futebol italiano podem ser retomados.

O presidente do COI, Gianni Petrucci, disse que os clubes que não concordarem com as novas regras, que prevêem também controle maior sobre a venda de ingressos para os estádios e o uso de câmaras de vídeo de circuito fechado, não vão ser autorizados a sediar jogos.

Entre as propostas discutidas estão a obrigatoriedade de adotar medidas anti-hooliganismo até o início da próxima temporada no calendário europeu.

Todos os jogos do fim de semana, bem como o amistoso da Itália contra a Romênia, foram suspensos, depois que um policial foi morto durante uma briga de torcida na Sicília na sexta-feira.

Representantes do COI se encontraram neste domingo para discutir formas de resolver a crise e fizeram um apelo aos clubes para se afastarem de torcedores violentos.

Política

O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, também prometeu medidas "robustas" para acabar com a violência nas partidas de futebol.

Prodi defendeu iniciativas que "façam com que os clubes se sintam responsáveis por sua torcida e que mudem radicalmente a situação".

"Nós não podemos continuar pondo a vida de policiais em risco", disse o premiê.

O policial Filppo Raciti morreu ao ser atingido por uma bomba de fabricação caseira, na partida de sexta-feira entre o Catania e o Palermo - um clássico da região da Sicília - pela Série A do campeonato italiano.

Cerca de 70 pessoas ficaram feridas e um outro policial está em estado grave.

O novo presidente da Associação de Futebol da Europa, a Uefa, Michel Platini, aplaudiu a suspensão dos jogos na Itália.

Ele comparou a violência na Itália aos recentes incidentes entre torcedores franceses e holandeses e disse que todos no futebol precisam trabalhar juntos para erradicar a violência do jogo.

"Temos de trabalhar junto com as autoridades italianas e com os políticos para apoiar o futebol na Itália e encontrar uma solução para essa espiral de violência que se abateu sobre o futebol europeu", disse o ex-craque francês.

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