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Blair depõe pela 2ª vez em inquérito sobre corrupção | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, foi interrogado pela polícia britânica pela segunda vez sobre alegações de troca de títulos de nobreza por doações ao seu partido, o Trabalhista, disse seu porta-voz nesta quinta-feira. Segundo o porta-voz, a entrevista, em que o primeiro-ministro foi ouvido na qualidade de testemunha, foi realizada na sexta-feira passada em sua residência oficial, em Londres. Ela durou 45 minutos e foi mantida em segredo a pedido da Scotland Yard (a polícia londrina). Blair foi questionado sobre o caso pela primeira vez em dezembro, quando o líder britânico tornando-se o primeiro chefe de governo no cargo a ser entrevistado como parte de uma investigação criminal na Grã-Bretanha. O porta-voz assinalou que não se sabe se o líder trabalhista terá que prestar declarações de novo perante a Scotland Yard, ao acrescentar que isso é "assunto da polícia". Scotland Yard disse que o embargo da informação sobre a entrevista de Blair na sexta-feira foi pedido "por razões operacionais", e não deu mais detalhes. Assessores Dois assessores próximos de Blair foram presos nas últimas semanas e depois libertados por suspeita de acobertamento do caso. Na terça-feira, o arrecadador de fundos do partido e amigo pessoal de Blair, Michael Levy - que também foi emissário do premiê ao Oriente Médio - foi preso por uma segunda vez pela polícia. Levy é suspeito de conspirar para obstruir o curso da Justiça. Uma semana antes, uma assessora de Blair, Ruth Turner, também havia sido detida pelo mesmo motivo. Além de Levy e Turner, outras duas pessoas já foram detidas no caso: Christopher Evans, milionário do setor de biotecnologia que doou dinheiro para o partido e o professor Des Smith, envolvido num programa do governo, o City Academy. Ninguém foi acusado formalmente por algum crime e todos negam ter feito algo ilegal. As investigações começaram há quase um ano, com acusações de que pessoas ligadas ao Partido Trabalhista tenham cedido títulos de nobreza a quatro empresários em troca de doações no valor de 4,5 milhões de libras (R$ 19 milhões) à agremiação. Desde então, a investigação se ampliou para cobrir outros líderes dentre os principais partidos políticos do país. A venda de títulos de nobreza é proibida na Grã-Bretanha desde 1925. |
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