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Atualizado às: 17 de janeiro, 2007 - 15h49 GMT (13h49 Brasília)
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Líder iraquiano critica EUA por prisão de iranianos
Abdel Aziz al-Hakim, líder do Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque
Abdel Aziz al-Hakim é considerado um político próximo aos EUA
Um dos políticos xiitas mais poderosos do Iraque condenou a prisão de iranianos por forças americanas no país, dizendo que a ação foi um ataque à soberania iraquiana.

"Independentemente da posição iraniana, nós consideramos essas ações incorretas", disse Abdel Aziz al-Hakim, líder do Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque, em entrevista à BBC.

"Eles representam um tipo de ataque à soberania do Iraque e nós esperamos que tais coisas não se repitam", completou.

As declarações de Hakim são vistas como a expressão mais forte até agora da preocupação do Iraque com a posição dos Estados Unidos em relação ao Irã.

Guarda Revolucionária

Elas se seguem a duas recentes operações dos Estados Unidos em que os iranianos foram presos.

No ano passado, tropas americanas se dirigiram à residência de Hakim em Bagdá e prenderam dois representantes iranianos. Mais tarde, eles foram libertados.

Na semana passada, cinco outros foram detidos no escritório de representação do Irã em Irbil. Estes ainda estão detidos.

Autoridades americanas dizem que eles estão ligados à Guarda Revolucionária Iraniana que, alegam, treinam e armam insurgentes iraquianos.

O Irã, que vem exigindo sua libertação imediata, disse que eles são diplomatas realizando trabalho legítimo.

“Equilíbrio delicado”

Hakim é visto como próximo ao presidente americano George W. Bush, o que dá mais impacto às suas declarações, disse o correspondente da BBC em Bagdá, Andrew North.

No domingo, o ministro do Exterior do Iraque, Hoshyar Zebari, disse que o país precisa de uma relação construtiva com o Irã.

"Nós não podemos mudar a realidade geográfica de que o Irã é nosso vizinho. Este é um equilíbrio delicado e nós estamos caminhando em uma linha muito estreita."

Nós respeitamos totalmente as opiniões, políticas e estratégia dos Estados Unidos, que é o aliado mais forte do Iraque, mas o governo iraquiano tem interesses nacionais próprios, disse Zebari.

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