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Itália condena dez nazistas por massacre de 1944 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Itália condenou dez ex-integrantes da tropa de choque nazista à prisão perpétua por terem participado do pior massacre da Segunda Guerra Mundial ocorrido em solo italiano. Os réus, todos eles na faixa dos 80 anos, foram julgados in absentia por um tribunal militar em La Spezia. Acredita-se que todos eles vivam na Alemanha. O tribunal os considerou culpados pelas mortes de centenas de moradores da cidade de Marzabotto, perto de Bolonha, e duas vilas vizinhas, Grizzana e Monzuno. "Este julgamento foi alcançado em nome do povo italiano e de acordo com a lei depois de um julgamento muito difícil", disse o chefe do tribunal militar, Vincenzo Santoro, de acordo com informações da agência France Presse. O número de mortos é estimado em mais de 700, com alguns registros indicando mais de 1,8 mil. As vítimas - que foram mortas entre 29 de setembro e 5 de outubro de 1944 - incluíam cerca de 300 mulheres e 40 crianças com menos de dois anos de idade, além de cinco padres. Uma testemunha, Gianfranco Lorenzini, que tinha 13 anos na época do massacre, disse que os nazistas "jogavam recém-nascidos no ar e os matavam com metralhadoras e estupravam as mulheres." "Al-Qaeda" Durante o julgamento, nesta semana, o promotor italiano Marco De Paolis disse que os integrantes da SS não eram "soldados ordinários". "Eles eram como a Al-Qaeda hoje, terroristas", disse De Paolis. Em abril de 2002, o então presidente alemão, Johannes Rau, visitou Marzabotto e expressou "profundo pesar" e "vergonha" pelo massacre, pedindo perdão aos parentes das vítimas. Segundo a imprensa italiana, os dez também foram condenados a pagar 100 milhões de euros em indenizações aos poucos sobreviventes e a parentes das vítimas. No total, 17 pessoas foram acusados, mas sete foram absolvidas. Os julgamentos e condenações de antigos nazistas, a maioria deles ainda vivendo na Alemanha, são principalmente simbólicos. A prisão dos condenados é considerada improvável, dada a idade deles e o tempo que seria necessário para a sua extradição. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Novo livro revela vida de Anne Frank pré-esconderijo05 de janeiro, 2007 | Cultura & Entretenimento | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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