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Adeptos do vudu se reúnem em festival em Benin | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de adeptos do vuduísmo se reuniram durante dez dias em Benin, no oeste da África, em um festival para celebrar os espíritos de seus ancestrais. O Benin Voodoo Festival, encerrado na quarta-feira, teve participantes de vários países, como Brasil, Estados Unidos e países do Caribe, que tiveram suas culturas influenciadas pelo vudu. Acredita-se que o culto que esteja intimamente ligado ao tráfico de escravos africanos. Pesquisadores tentam agora encontrar ligações entre as culturas contemporâneas do Oeste da África com as de regiões das Américas, Caribe e Europa agora habitadas por grande número de descendentes africanos. Praticantes de diferentes religiões aproveitaram o evento, realizado em Ouidah, um antigo porto de tráfico de escravos, para tentar reencontrar as raízes de seus ancestrais. “Será que a minha tataravó se sentou nesta praia? Será que eu sou daqui”, disse a americana Alise Williams, de 23 anos, à agência de notícias Associated Press. Segundo Roberto Strongman, professor da Universidade de Santa Barbara, na Califórnia, a tradição oral do vudu dá ao culto uma flexibilidade grande, que permite alterações e uma adequação à presença de outras religiões. No Brasil, o vudu se misturou com o catolicismo e o candomblé praticado no país guarda muitas semelhanças com o vudu africano. O sacrifício de animais, prática normalmente associada ao vudu, é uma celebração da vida e não da morte, dizem seus praticantes. No Haiti, o vudu foi oficializado em 2003, tendo recebido o mesmo status de outras religiões praticadas no país. |
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