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Democratas tentam impedir envio de tropas ao Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Às vésperas do esperado anúncio do presidente George W. Bush sobre a nova estratégia americana para o Iraque, previsto para esta quarta-feira, os democratas, agora no controle do Congresso, se preparam para contestar qualquer aumento das tropas americanas em território iraquiano. Espera-se que a nova estratégia a ser anunciada pelo presidente dos Estados Unidos inclua o envio de mais 20 mil soldados americanos para o Iraque. O senador democrata Edward Kennedy apresentou um projeto de lei que exige aprovação do Congresso antes de qualquer reforço nas tropas ou no financiamento. Kennedy afirmou que é preciso não apenas se posicionar contra qualquer aumento das forças americanas no Iraque, mas impedir que isso ocorra. O senador pediu ações concretas para impedir o que ele classifica como uma escalada do conflito. "A melhor maneira imediata de apoiar nossas tropas é recusar o envio de mais e mais soldados ao caldeirão de uma guerra civil que pode ser resolvida somente pelo povo e pelo governo do Iraque", disse Kennedy. "Mensagem clara" Segundo o senador, o povo americano enviou uma mensagem clara nas eleições parlamentares de novembro de que queria uma mudança de curso no Iraque. Nas eleições, os democratas retomaram o controle de ambas as Casas do Congresso americano, depois de 12 anos de supremacia republicana. Uma pesquisa USA Today/Gallup revela que 61% dos americanos se opõem ao aumento das tropas no Iraque. Na segunda-feira, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, alertou o presidente Bush de que ele terá de justificar qualquer plano para aumentar o número de soldados americanos no Iraque. O projeto proposto por Kennedy, no entanto, enfrenta vários obstáculos. Segundo um correspondente da BBC em Washington, muitos democratas não vão se sentir à vontade em votar para interferir em assuntos militares - principalmente se os novos comandantes militares apontados para o Iraque disserem que precisam de reforços. O presidente Bush também poderia exercer seu poder de veto para evitar uma medida como essa. Mortes em Bagdá Nesta terça-feira, a capital iraquiana viveu um dos mais violentos combates dos últimos dias.
Segundo o ministro da Defesa do Iraque, forças do governo mataram pelo menos 50 militantes em um reduto sunita em Bagdá. As forças de segurança, que tiveram apoio aéreo para o confronto, tentavam retomar o controle de áreas dominadas pelos insurgentes ao redor da rua Haifa, segundo um porta-voz das forças americanas. Pelo menos mil soldados iraquianos e americanos estão combatendo militantes insurgentes. A disputa faz parte de novas tentativas das forças de segurança de coibir a violência sectária e os levantes dos insurgentes. O premiê iraquiano, Nouri Maliki, prometeu ter pulso firme contra grupos armados clandestinamente em Bagdá. Os confrontos na rua Haifa começaram horas depois de o primeiro-ministro ter anunciado um novo plano de segurança. Fontes ligadas à polícia disseram à BBC que os combates da rua Haifa se seguem a dois dias de violência na margem oeste do rio Tigre, depois que uma unidade do Exército iraquiano encontrou 27 corpos nos arredores da área do cemitério Sheikh Marouf. O envio de tropas para conter a violência na região desencadeou os conflitos. Um porta-voz do Exército americano afirmou que a operação vai continuar até que o governo iraquiano tenha retomado o controle de toda a área. |
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