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Atualizado às: 05 de dezembro, 2006 - 12h24 GMT (10h24 Brasília)
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Chefe militar dá golpe e assume governo em Fiji
Comandante militar Frank Bainimarama (esq) e o premiê Laisenia Qarase
Comandante militar Frank Bainimarama (esq) e o premiê Laisenia Qarase
O comandante do Exército de Fiji, Frank Bainimarama, anunciou que os militares assumiram o controle do país.

Em um pronunciamento pela televisão o militar acusou o primeiro-ministro, Laisenia Qarase, de corrupção.

Bainimarama disse que estava assumindo a presidência do país e destituindo Qarase do poder.

O premiê, por sua vez, rejeitou a declaração do comandante do Exército e acusou Bainimarama de divulgar mentiras sobre seu governo.

Intervenção

Fiji tem uma população de 900 mil pessoas, mas, como é um famoso destino turístico, atrai cerca de 400 mil visitantes por ano.

O país também tem sido palco de tensão política nos últimos 20 anos entre a etnia fijiana, que são 50% da população, e a etnia indiana, 44% da população.

O golpe militar vai aumentar os temores da Austrália e Nova Zelândia, em relação à instabilidade política na região das ilhas do Pacífico.

Austrália, Grã-Bretanha e Nova Zelândia aconselharam seus cidadãos a ficar longe do país e alertaram para conseqüências sociais, econômicas e diplomáticas negativas, caso o golpe militar se consolide.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, condenou o golpe do comandante Bainimarama. Em entrevista à BBC, Clark disse que o comandante teria "perdido a sanidade".

A Nova Zelândia e a Austrália descartaram intervenção militar em Fiji.

Disputa

Segundo Phil Mercer, correspondente da BBC em Suva, a capital do país, os militares estavam envolvidos em uma disputa com o governo havia meses por causa de planos de Qarase de conceder anistia a rebeldes nacionalistas responsáveis por uma tentativa de golpe há seis anos.

Os militares acreditam que o governo teria sido leniente demais com os rebeldes, diz o correspondente.

Os militares anunciaram que pretendem escolher um premiê temporário e depois formar um governo interino.

Bainimarama disse que apóia a realização de novas eleições democráticas no país.

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