|
Putin diz que acuar Coréia pode ser arriscado | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente russo Vladimir Putin disse que a Coréia do Norte não pode ser acuada se o mundo quiser convencer o país a abandonar seu programa nuclear. "Você não deve nunca acuar um dos participantes de negociações", disse Putin, ao responder perguntas dos russos ao vivo em um evento transmitido pelo rádio e pela televisão. O presidente defendeu a retomada das conversas com a Coréia do Norte e disse que alguns dos negociadores "falharam em encontrar o tom certo" nas discussões com o governo norte-coreano. Putin disse ainda que a solução para o impasse poderá ser encontrada "com boa vontade" das partes envolvidas. Influência O presidente russo voltou a dizer que não irá concorrer à reeleição em 2008, quando termina seu mandato, mas disse aos telespectadores e ouvintes russos que vai tentar continuar influenciando a política do país. "Mesmo perdendo o emprego de que gosto, eu espero conseguir manter a coisa essencial, sua confiança", disse Putin. "E, usando isso, eu e você poderemos influenciar a vida do país." Ao responder uma pergunta sobre as regiões da Abkházia e Ossétia do Sul, que buscam a independência da Geórgia, Putin disse que a Rússia não tem planos de aumentar seu território à custa dos outros. Ele afirmou que seu objetivo principal é impedir um banho de sangue. "Nós estamos muito preocupados com as tentativas atuais da liderança georgiana de resolver esses problemas através da força", disse o presidente. "Nós queremos que as relações com a Geórgia voltem ao normal." As relações entre os governos russo e georgiano se deterioraram nos últimos dois anos, depois da chamada Revolução Rosa, que levou o líder Mikhail Saakashvili ao poder. O presidente Saakashvili, aliado dos Estados Unidos, prometeu reconstruir o país e aproximá-lo do Ocidente, o que irritou a Rússia. Em setembro, o governo da Rússia reagiu com indignação quando quatro militares russos foram presos na Geórgia, acusados de espionagem. Perguntas Mais de um milhão de perguntas foram enviadas para a entrevista com o presidente russo. Nove cidades foram selecionadas para o evento e os moradores puderam enviar questões por telefone ou e-mail. Os temas mais abordados foram salários, aposentadorias e o aumento nos preços de moradia no país. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Enviado chinês se diz otimista após encontro na Coréia do Norte20 de outubro, 2006 | Notícias Coréia do Norte 'não planeja novos testes nucleares'20 de outubro, 2006 | Notícias Kremlin minimiza 'piada' de Putin sobre estupro20 de outubro, 2006 | Notícias Jornal russo publica último artigo de jornalista assassinada12 de outubro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||