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UE pressiona Putin sobre fornecimento de energia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes de 25 países da União Européia (UE) se reuniram nesta sexta-feira com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, numa cúpula em Lahti, na Finlândia, em que principal tema de discussão foi o fornecimento de energia para a Europa. A UE atualmente recebe um quarto de seu suprimento de gás e petróleo da Rússia e queria pressionar Putin para que Moscou aceitasse uma parceria estratégica, na qual a Europa teria o fornecimento de energia para todo o bloco garantido e a Rússia receberia um pagamento estável por isso. O objetivo seria evitar diferentes regras de compra e venda para diferentes países europeus, além de afastar o risco de interrupções no fornecimento. A questão se tornou prioridade para a UE depois que a Rússia cortou brevemente o fornecimento de energia para a Ucrânia depois de problemas em relação a pagamentos em janeiro deste ano. Outro interesse europeu era garantir que investidores do continente tivessem tanto acesso ao mercado de energia russo quanto as empresa russas têm em relação ao mercado na Europa. Depois do encontro com líderes europeus, Putin disse que está "confiante" na possibilidade de que Rússia e União Européia encontrem uma abordagem comum sobre comércio e investimento em petróleo e gás. Regras claras Líderes europeus vêm tentando convencer a Rússia a adotar um tratado de 1991 na área de energia sem sucesso, mas Putin disse que a Rússia poderia aceitar muitos dos princípios desse acordo quando as negociações para a formação da nova parceria estratégica começarem, nas próximas semanas. "Nós não somos contra os princípios incluídos no tratado, mas nós acreditamos que certos dispositivos do tratado devem ser melhor definidos", disse. De acordo com o correspondente da BBC Jonny Dymond, a União Européia enfrenta um dilema. A dependência do bloco em relação ao suprimento de energia da Rússia tende a aumentar, mas a UE ainda estaria desconfortável em sua relação com o vizinho. O primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen - cujo país está na presidência da União Européia - disse que os líderes da UE haviam conseguido chegar a uma posição unificada para negociar com Putin. "Queremos construir uma parceria mais próxima, com obrigações contratuais, baseada em benefícios de longo-prazo para ambos os lados", disse ele. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou: "Se vamos ter esta troca com a Rússia (no fornecimento de energia) é preciso que haja regras claras que sejam obedecidas por todos". |
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