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Atualizado às: 12 de outubro, 2006 - 13h18 GMT (10h18 Brasília)
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Negar genocídio armênio pode virar crime na França
Protesto na Turquia
Governo turco nega acusação de genocídio contra armênios.
A Câmara baixa do parlamento francês aprovou uma lei que torna crime negar que os armênios foram vítimas de um genocídio cometido por turcos otomanos, em 1915.

A Armênia diz que 1,5 milhão de pessoas foram mortas sistematicamente pelos turcos naquele ano, uma acusação negada pela Turquia.

A lei, que estabelece pena um ano de prisão e uma multa de 45 mil euros (cerca de 121 mil reais) para o infrator, ainda precisa passar pelo Senado e pelo presidente Jacques Chirac.

O governo francês disse que se opõe à lei, que só foi aprovada depois que a maioria dos deputados deixaram a Câmara em protesto contra o que seria uma tentativa de atrair votos da vasta comunidade de ascendência armênia no país para as eleições presidenciais do próximo ano.

'Golpe duro'

A Turquia chamou a aprovação da lei pelos deputados de "um duro golpe" nas relações com a França e ameaçou retaliar com sanções econômicas.

A União Européia disse que, se aprovada, a lei poderia prevenir o diálogo necessário para a reconciliação entre a Turquia e a Armênia.

O governo turco diz que as mortes dos milhares de armênios ocorreram durante a queda do Império Otomano, na Primeira Guerra Mundial, e foram parte de um confronto em que os dois lados - cristãos armênios e muçulmanos turcos - sofreram perdas.

O ministério das Relações Exteriores turco disse que "as relações franco-turcas, que foram meticulosamente desenvolvidas ao longo dos séculos, sofreram um pesado golpe pelas iniciativas irresponsáveis de alguns políticos franceses de pouca visão, baseadas em alegações infundadas", disse o ministério.

"Com esse projeto de lei, a França infelizmente está perdendo seu status privilegiado com o povo turco."

'Contraproducente'

Tanto o presidente francês quanto o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, vinham dizendo que a Turquia precisará mudar sua posição e reconhecer que as mortes de armênios foram um genocídio antes que o país possa entrar para a União Européia.

Mas comissário para a expansão do bloco, Olli Rehn, disse que a lei é "contraproducente".

A Turquia reclama do que chama de dois pesos e duas medidas da UE, de acordo com a correspondente da BBC em Istambul, Sarah Rainsford.

O governo turco argumenta que, enquanto a União Européia pressiona a Turquia para que sua legislação garanta a liberdade de expressão, a França parece estar indo na direção contrária.

Na Turquia, há acusações de que a diáspora armênia e os oponentes da entrada do país no bloco europeu estejam usando a questão do genocídio para prevenir que os turcos virem parte da UE.

Acredita-se que a França tenha a maior comunidade de imigrantes da Armênia da Europa ocidental, com cerca de 500 mil pessoas de ascendência armênia.

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