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Líder de quadrilha de tráfico humano é condenado na Inglaterra | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder de uma das maiores operações de tráfico de pessoas na Europa foi condenado a oito anos e meio de prisão pela Justiça britânica. O turco Ramazan Zorlu, de 43 anos, foi acusado de liderar uma complexa rede que mandava centenas de imigrantes ilegais para a Grã-Bretanha. Os imigrantes vinham principalmente da Turquia, e alguns do Iraque. Zorlu confessou a culpa. Ele foi preso em Londres, no ano passado, depois de uma investigação policial de dois anos na Grã-Bretanha e em outros 21 países europeus. Na mesma ocasião, foi preso Ali Riza Gun, de 47 anos, que também confessou envolvimento no esquema e deverá ser julgado posteriormente. De acordo com um juiz britânico, Zorlu deverá ser deportado depois de cumprir sua sentença. A rede de tráfico humano era liderada por Zorlu, Gun e outro homem turco, chamado Hassan Eroglu, de 47 anos, que foi condenado a seis anos de prisão em um julgamento realizado anteriormente. Outras oito pessoas detidas em conexão com a quadrilha já confessaram a participação, e algumas delas já foram presas. O esquema movimentava milhões de dólares. 'Condições deploráveis' A polícia não conseguiu precisar o número exato de pessoas levadas para a Grã-Bretanha pela quadrilha. Segundo os investigadores, a quadrilha cobrava até 25 mil dólares dos imigrantes. As pessoas eram transportadas em "condições deploráveis", em aviões, trens, caminhões de carga ou carros para burlar a alfândega. De acordo com a promotoria do caso, um compartimento secreto "parecido com um caixão" soldado na parte de baixo dos caminhões era usado geralmente para o transporte dos imigrantes. Muitas vezes, os imigrantes eram forçados a ficar dias sem água ou comida. Os investigadores identificaram e prenderam mais de 400 supostos imigrantes legais. Segundo a promotoria, os três líderes do esquema chegavam a usar 39 telefones celulares diferentes para comandar as operações e evitar o rastreamento das ligações. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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