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Atualizado às: 03 de outubro, 2006 - 20h54 GMT (17h54 Brasília)
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Atirador admitiu ter molestado crianças no passado
Charles Carl Roberts
Roberts deixou nota admitindo desejo de 'molestar de novo'
O homem responsável por um massacre numa escola amish dos Estados Unidos confessou à sua esposa, momentos antes de abrir fogo contra meninas e se suicidar, que havia molestado crianças 20 anos atrás, de acordo com informações divulgadas pela polícia nesta terça-feira.

Mais uma menina que havia ficado ferida no ataque de segunda-feira morreu nesta terça, elevando para cinco o número de vítimas fatais do atirador, Charles Roberts, um motorista de caminhão de 32 anos.

"Ele disse 'eu não vou voltar para casa' e afirmou 'eu molestei alguns menores da família que tinham três ou quatro anos de idade há 20 anos", disse o chefe da polícia do Estado da Pensilvânia, Jeffrey Miller, ao reproduzir o depoimento da mulher de Roberts sobre um telefonema que recebeu do marido momentos antes de ele começar a atirar nas crianças.

O atirador também escreveu em uma nota de suicídio que tinha "sonhos de molestar (crianças) de novo". Ele deixou várias notas à mulher e aos filhos antes de sair para escola.

Ainda de acordo com a esposa de Roberts, ele ficara traumatizado com a morte de uma filha, logo depois de ela nascer, em 1997.

"Premeditado"

Miller disse que não há provas de que as meninas foram molestadas por Roberts, mas ressaltou que é possível que ele tenha planejado fazer isso.

Ainda segundo o comissário de polícia, embora ao menos aparentemente Roberts não quisesse atacar os amish especificamente, ele teria pensado na pequena escola para crianças da comunidade religiosa numa área rural da Pensilvânia como um alvo fácil.

"As ações de Roberts foram planejadas", disse Miller, segundo a agência de notícias Associated Press. Para o comissário, o caminhoneiro tinha um "roteiro mental" e planos do que fazer até a polícia chegar.

Roberts não era um amish, embora trabalhasse na comunidade recolhendo o leite produzido pelas vacas dos amish e transportando o produto para uma fábrica processadora.

Além disso, o seu pai, Charles Roberts III, tinha uma licença do Estado da Pensilvânia para transportar membros da comunidade com o seu veículo. Os amish não dirigem e várias pessoas fora da comunidade têm licenças para transportá-los para mercados, médicos e lugares distantes.

Preparado para um cerco

Outros detalhes do massacre também vieram à tona nesta terça-feira. Roberts entrou na escola preparado para um cerco, armado com uma pistola de choque, madeira e munição, segundo a polícia. Ele também teria levado roupas, papel higiênico e fita adesiva, enter outros objetos.

Depois de invadir o local, ele liberou 15 meninos e algumas mulheres e mandou as meninas se alinharem ao longo da lousa. Depois de amarrar os pés das crianças, ele passou a disparar os tiros, a maior parte nas cabeças delas, e em seguida se matou.

Ao ouvir os tiros, a polícia entrou na escola e encontrou três meninas mortas - duas alunas e uma assistente da professora - e sete gravemente feridas, incluindo as duas que morreram posteriormente.

Das outras cinco meninas feridas no ataque, quatro, com idades entre 6 e 12 anos, estão hospitalizadas em estado crítico e uma de 13 anos está em condição grave.

amishVida de Amish
Os amish são isolados, reservados e evitam tecnologia.
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