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Governo do Iraque quer cercar Bagdá com trincheiras | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministério do Interior do Iraque anunciou nesta sexta-feira planos para aumentar a segurança na capital, Bagdá, com a construção de trincheiras e postos de controle em torno da cidade. O objetivo do plano é impedir a entrada e a saída de rebeldes na capital. No entanto, segundo correspondentes da BBC na cidade, seriam necessários meses para que as trincheiras fossem montadas, já que Bagdá tem um perímetro de 80 quilômetros. O brigadeiro Abdul Karim, do ministério do Interior, disse à BBC que centenas de estradas menores seriam fechadas, de acordo com o plano, que deve ser começar a ser colocado em prática daqui a três semanas. O acesso à cidade só poderia ser feito através de 28 postos de controle. Ele disse que equipamentos de detectar armas e explosivos seriam instalados em pontos-chave. Mais corpos O plano foi anunciado durante a continuada onda de violência que acontece na capital iraquiana. Nesta sexta-feira, a polícia de Bagdá encontrou outros 49 corpos nas ruas da cidade. A maior parte das vítimas foi alvejada na cabeça com tiros e exibia sinais de tortura. O número de corpos encontrados em Bagdá nos últimos três dias subiu para cerca de cem. Os correspondentes afirmam que algumas das pessoas provavelmente foram assassinadas por milícias sectárias. Outras podem ter sido mortas por facções criminosas em busca de resgates. Também na sexta-feira, militares dos Estados Unidos disseram que rebeldes iraquianos mataram sete servidores americanos e feriram dezenas nas últimas 48 horas. Neste mês, 25 soldados americanos foram mortos. Basra Em Basra, forças de segurança iraquianas devem dar início nos próximos dias a uma operação militar de grande escala contra forças sectárias. A cidade, que é a segunda maior do Iraque, não tem sofrido tanto com a violência quanto Bagdá, mas forças de segurança locais dizem que estão determinadas a acabar com a atividade de esquadrões da morte e ataques com morteiros em áreas residenciais. De acordo com o correspondente da BBC no Iraque, James Shaw, a maior parte da população de Basra é xiita. Lá, o principal problema é o ataque de rebeldes sunitas contra os xiitas. Segundo o o general Ali Hammadi, líder do comitê de segurança da cidade, milhares de tropas farão parte da operação, que contará com apoio de soldados britânicos. |
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