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Atualizado às: 25 de agosto, 2006 - 16h48 GMT (13h48 Brasília)
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Soldados são acusados de queimar favela na Nigéria
Soldados da Nigéria estão sendo acusados por moradores de uma favela de queimar centenas de barracos na chamada Região do Delta do país africano, onde três funcionários foram seqüestrados.

"Eles vieram aqui, despejaram gasolina e atearam fogo às nossas propriedades e casas para nos matar. Que crime nós cometemos?", disse um morador, que se identificou apenas como James, à agência de notícias Reuters.

Pelo menos três estrangeiros foram seqüestrados na quinta-feira à noite em um bar na área da favela, localizada na Cidade de Port Harcourt, perto das instalações de uma subsidiária da petrolífera italiana Eni. Os homens que os levaram também mataram um sargento do Exército que fazia a segurança dos funcionáros e feriram um soldado.

Os moradores da favela dizem que os militares ficaram nervosos quando descobriram que o sargento havia sido morto.

"Os soldados estão perguntando por que nós deixamos os militantes matar o soldado", disse um outro morador, que não quis se identificar, à agência Reuters.

Centenas de pessoas fugiram com os seus pertences enquanto o fogo se espalhava pela área da favela. O Exército nega responsabilidade no incêndio.

"Linha dura"

O incidente ocorre apenas uma semana depois de o presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, dar ordens para que a polícia e o Exército intensifiquem a luta contra grupos armados que, nas últimas semanas, foram responsáveis por pelo menos sete sequestros.

Como parte dessa nova política, forças de segurança entraram em outra favela e prenderam mais de cem pessoas, embora a maioria tenha sido solta posteriormente.

O correspondente da BBC na Nigéria Alex Last diz que líderes locais e empresas estrangeiras acham que a política linha dura pode aumentar ainda mais as tensões em uma região já bastante instável.

Os seqüestros e os ataques a instalações petrolíferas levaram empresas a retirar funcionários do país, fazendo a produção do petróleo nigeriano cair em 25%.

Os militantes são estimulados a praticar seqüestros pelos altos resgates pagos por empresas estrangeiras e até governos, geralmente após acordos negociados clandestinamente.

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