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Walesa deixa o movimento sindical Solidariedade | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente polonês Lech Walesa deixou o movimento sindical Solidariedade, que ele fundou e dirigiu em sua luta contra o comunismo na Polônia dos anos 80 - e no qual se tornou famoso em todo o mundo. Walesa disse que "tinha diferenças" com seus antigos aliados no movimento, o atual presidente Lech Kaczynski e seu irmão gêmeo, o primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski, e avisou que não participaria das cerimônias que marcam o 26º aniversário do sindicato este mês. Um ano atrás, Walesa deu indicações de que planejava deixar o Solidariedade: "Este não é mais o meu sindicato. Esta é uma era diferente, com pessoas diferentes e problemas diferentes", afirmou ele durante as comemorações do 25º aniversário do movimento em agosto do ano passado. Walesa, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1983, teria deixado o movimento no começo deste ano. Boicote "Ele não paga suas contribuições sindicais desde o fim do ano passado", disse um dos líderes do Solidariedade, Jerzy Borowczak, à agência AFP. Walesa já havia deixado claro que não concordava com as posições dos irmãos Kaczynski e que boicotaria as comemorações de aniversário do Solidariedade para não mostrar apoio a delas, de acordo com o correspondente da BBC Adam Easton. "A política dele (Lech Kaczynski) é destruir primeiro e depois pensar no que construir no lugar", disse Walesa no mês passado. Nos anos 90, quando era presidente e tinha os irmãos gêmeos como seus conselheiros, Walesa os demitiu de seus cargos. Segredos comunistas O principal ponto de discórdia entre Walesa e os Kaczynski é a medida que torna públicos todos os documentos da antiga polícia secreta comunista. Os críticos acreditam que a nova "lei de transparência" pode levar a uma caça às bruxas no país. Mais de meio milhão de poloneses, cujos nomes aparecem nos arquivos secretos, poderiam enfrentar investigações. Até agora, apenas membros do governo e do Parlamento eram obrigados a declarar se tinham qualquer envolvimento com os serviços de segurança da época. "Eu não gosto das teorias da conspiração deles. Eles sempre têm as pessoas sob suspeita", disse Walesa sobre os gêmeos. |
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