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Presidente do Parlamento palestino é acusado em tribunal israelense | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Parlamento palestino, Abdel Aziz Dweik, foi acusado nesta terça-feira de "pertencer a uma organização terrorista" por fazer parte do grupo Hamas, durante uma audiência em um tribunal militar israelense na Cisjordânia. Dweik, de 58 anos, foi preso há 17 dias quando estava em sua casa, em Ramallah, também na Cisjordânia. Embora a sua detenção tenha ocorrido em um território palestino ocupado, ele foi acusado de acordo com a lei israelense, que considera o Hamas uma organização "terrorista" e ilegal. Dweik disse não reconhecer a autoridade do tribunal, montado em um centro de detenção israelense, para julgá-lo. "Eu fui eleito pelo povo palestino", disse ele, escoltado por guardas e com os pés algemados. Para o parlamentar palestino Hanan Ashrawi, o caso tem motivação "política". "Trata-se de uma abdução política, uma tentativa de pressionar e fazer chantagem política, e nós sentimos que isso é uma violação das leis e convenções internacionais, e Israel tem de ser responsabilizado", disse Dweik. Mais prisões De acordo com informações da agência de notícias Reurers, o promotor militar, falando em hebraico e sendo traduzido para o árabe por um intérprete, disse ao tribunal que as acusações contra Dweik eram sérias, incluindo ligações com Khaled Meshaal, o líder político do Hamas. "(Dweik) lidou com Meshaal e lhe pediu para pagar enormes quantias de dinheiro" disse o promotor, em uma aparente referência às tentativas do Hamas de obter recursos para manter o governo funcionando apesar de sanções internacionais adotadas em retaliação ao grupo. Os advogados de Dweik reclamaram que eles está sendo mantido em condições insalubres. Eles dizem, por exemplo, que a sua cela está cheia de baratas. Além do presidente do Parlamento palestino, pelo menos outros 31 representantes do Hamas no governo foram presos por Israel nas últimas semanas - entre eles, o vice-primeiro-ministro, Nasser Shaer. As prisões começaram no final de junho, mês em que militantes palestinos seqüestraram um soldado irsaelense em Gaza. Israel acusa o Hamas de envolvimento no seqüestro. |
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