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Lieberman concorre sozinho a indicação ao Senado dos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O senador democrata Joe Lieberman se registrou para concorrer como candidato independente nas eleições para o Congresso dos Estados Unidos, em novembro. "Me decidi... Estou comprometido com esta campanha", disse o senador veterano ao programa Today Show da rede de televisão NBC. Lieberman, senador há 18 anos, afirmou que conseguiu facilmente as 7,5 mil assinaturas necessárias para endossar sua candidatura independente. Ex-candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Al Gore em 2000, Lieberman perdeu as primárias para a indicação do candidato democrata ao Senado pelo Estado de Connecticut para o novato Ned Lamont. Iraque Segundo os analistas, o apoio de Lieberman à guerra no Iraque foi um dos principais fatores para sua derrota. Lamont, totalmente desconhecido há seis meses, fez uma campanha com uma forte plataforma antiguerra e se tornou o primeiro pré-candidato em décadas a derrotar um senador em exercício em eleições primárias. Apesar de a margem de vitória de Lamont ter sido pequena, foi uma derrota surpreendente para Lieberman. Um aliado de longa data de Lieberman que apoiou Lamont desta vez disse que o apoio do senador à guerra ao Iraque e ao governo Bush foi o que levou à sua derrota na noite de terça-feira. "Connecticut se opõe a esta guerra", disse Irving Stolberg, importante membro do Partido Democrata no Estado por mais de 35 anos. “Você não pode concorrer em Connecticut como o democrata favorito de Bush e de Cheney (o vice-presidente Dick Cheney).” Com a maioria dos votos apurados, os resultados mostraram que Lamont, fundador de uma companhia de televisão a cabo conseguiu 52% comparado aos 48% de Lieberman. Assinaturas O abaixo-assinado de Lieberman para concorrer como candidato independente recebeu 18 mil assinaturas, segundo os responsáveis pela campanha do senador, mais do que o dobro do mínimo de 7,5 mil necessárias. Lieberman formou um novo partido para sua candidatura, chamado Connecticut por Lieberman. "Estou decidido, vou seguir em frente. Vou seguir em frente pois estou farto do partidarismo que nos paralisa em Washington", disse o senador. O líder democrata no Senado americano, Harry Reid, do Estado de Nevada, e o senador Chuck Schumer, de Nova York - presidente do comitê de campanha para o Senado do partido - deram apoio total a Lamont. "Os eleitores democratas de Connecticut falaram... Parabéns a Ned (Lamont) por sua vitória. Joe Lieberman foi um senador eficaz... Mas a percepção era de que ele estava próximo demais de George Bush e esta eleições foram, em muitos aspectos, um referendo a respeito do presidente", afirmaram em uma declaração na página do comitê de campanha. "Beijo de Bush" A campanha de Lamont procurou ligar Lieberman à guerra no Iraque e ao presidente Bush. A propaganda de TV de Lamont mostrou Bush aparentemente beijando Lieberman no rosto após seu discurso do Estado da União no ano passado. Tom Matzzie, do grupo ativista liberal MoveOn.org, que apoiou Lamont, disse que o resultado reflete uma percepção do eleitorado de que o senador democrata era muito próximo ao presidente republicano. "Se você é alguém que assina embaixo tudo o que George W. Bush faz, vai ter problemas no dia da eleição", disse. |
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