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Militar americano revela detalhes de estupro no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal americano no Iraque ouviu nesta segunda-feira o depoimento do militar James P. Barker, que detalhou como integrantes das forças dos Estados Unidos teriam estuprado e assassinado uma menina iraquiana de 14 anos. O inquérito preliminar decidirá se os quatro acusados de cometer os crimes vão ser julgados por uma corte marcial. Barker, o sargento Paul Cortez e os soldados Jesse Spielman e Bryan Howard são acusados de ajudar um quinto soldado a conspirar para cometer o estupro e assassinar a vítima, depois de matar seus pais e uma irmã de 5 anos na vila de Mahmoudiya, ao sul de Bagdá, em março deste ano. O quinto soldado acusado de ter participado do estupro, Steven Green, enfrenta julgamento nos Estados Unidos, após ter sido dispensado do Exército. Uísque e golfe O caso faz parte de uma série de supostas atrocidades cometidas por soldados americanos contra civis no Iraque. O depoimento ouvido pelo tribunal militar foi apresentado pelo investigador Benjamin Bierce, que interrogou Barker, de 23 anos, no dia 30 de junho. Barker contou, no depoimento juramentado, que os soldados haviam tomado um tipo de uísque iraquiano misturado com uma bebida energética no dia do ataque. Depois, eles teriam praticado algumas tacadas de golfe em um posto de controle ao sul de Bagdá. Steven Green teria dito que "queria ir a uma casa e matar alguns iraquianos", segundo a declaração. Os militares teriam então entrado em uma casa a cerca de 200 metros de onde estavam e colocado os pais da adolescente e sua irmã em um quarto, deixando a menina na sala. De acordo com o testemunho de Barker, ele e Cortez se alternaram violentando ou tentando violentar a iraquiana, enquanto Steven Green teria matado o resto da família no cômodo ao lado com uma metralhadora AK-47. "Estão todos mortos. Acabei de matá-los", teria dito ele. Depois disso, Green também teria estuprado a adolescente e a matado. O corpo teria sido coberto com querosene e queimado. O inquérito da corte militar começou no domingo com o depoimento de um médico do Exército iraquiano, que descreveu como encontrou os corpos das vítimas. Ele disse que se sentiu mal por semanas depois de ver a cena do crime. A audiência ainda deve durar vários dias. |
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