|
Polícia procura responsáveis por bombas na Índia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia na Índia está procurando pistas que levem aos responsáveis pelos ataques a bomba de terça-feira que mataram mais de 180 pessoas e feriram outras 400 em trens de Mumbai (antiga Bombaim). Equipes especializadas em bombas e cães farejadores estão analisando as ferragens dos vagões onde as sete explosões coordenadas ocorreram. A polícia fez uma série de operações de buscas em Maharashtra, o estado onde fica a cidade de Mumbai, a capital financeira da Índia. As explosões ocorreram na rede ferroviária da cidade, em plena hora do rush. Segundo o comissário de polícia de Mumbai, A.N. Roy, a maior parte das explosões ocorreu dentro de trens em movimento. De acordo com a polícia, tratou-se de uma série de ataques coordenados, como outros dos quais o centro financeiro já foi vítima no passado (veja quadro). O primeiro ministro indiano, Manmohan Singh, pediu calma e descreveu os ataques como "uma tentativa chocante e covarde de espalhar o sentimento de medo".
Busca por familiares Mais de 12 horas depois dos ataques muitas pessoas ainda estavam procurando desesperadamente por familiares, percorrendo hospitais para descobrir notícias sobre os feridos. "Os médicos ainda estão trabalhando, cirurgias estão ocorrendo, amputações, muitas pessoas sofreram traumas múltiplos", disse Anumeha Yadav, um jornalista do Indian Express à BBC. Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelos ataques. O governo indiano afirma que as explosões tiveram um alto grau de planejamento. Todas as explosões ocorreram em trens rápidos e dentro de vagões da primeira classe na Western Railway, uma das três principais redes ferroviárias de Mumbai. Mais de seis milhões de pessoas usam a linha ferroviária de Mumbai diariamente. Os trens rápidos usam trilhos diferentes e, apesar dos trens de outras linhas já terem voltado a se mover, logo depois dos ataques toda a rede ferroviária foi paralisada. Muitos passageiros tiveram que passar a noite na casa de familiares ou em escolas. Calma O governo indiano aplicou medidas de segurança em Mumbai e outras cidades da Índia. O primeiro-ministro Manmohan Singh pediu que a população "permanecesse calma, não acreditasse em boatos e continuasse com suas atividades normais". Segundo o correspondente da BBC em Mumbai Zubair Ahmed o teste para as medidas de segurança e confiança no governo ocorrerá na quarta-feira pela manhã, observando se os passageiros voltam ao sistema ferroviário ou vão preferir ficar em casa. A primeira bomba explodiu às 18h30 (10h no horário de Brasília), durante a hora do rush na rota da Western Railway. Segundo a polícia as sete explosões foram registradas nas regiões de Borivili, Khar, Jogeshwari, Mahim, Matunga e Meera, com cinco bombas em trens em movimento e outras duas em estações. A força dos artefatos rompeu as portas e janelas dos vagões e espalhou malas, roupas, sapatos e objetos pessoais pelos trilhos. Imagens de TV mostraram passageiros atordoados e cobertos de sangue sendo carregados por equipes de resgate e por outros passageiros. Outros relatos davam conta de pessoas saltando dos trens. Reação O ministro das Ferrovias da Índia, Laloo Prasad Yadav, anunciou uma ajuda financeira para as vítimas e seus familiares. Os familiares dos que morreram nas explosões devem receber 500 mil rúpias. O presidente do vizinho Paquistão, Pervez Musharraf, foi o primeiro a condenar os atentados, qualificando-o como "ato desprezível de terrorismo". Para o primeiro-ministro britânico Tony Blair, os ataques foram "brutais". Um porta-voz do departamento de Estado americano em Washington disse que as bombas atingiram pessoas inocentes que apenas cuidavam de suas vidas. O presidente afegão, Hamid Karzai, expressou choque e simpatia pelo povo indiano. O ministro do Interior, Shivraj Patil disse a jornalistas que as autoridades tinham "alguma" informação a respeito de um possível ataque, "mas o local e o dia deste suposto ataque eram desconhecidos". As explosões desta terça-feira ocorreram horas depois de um ataque com granadas, supostamente realizado por extremistas islâmicos, ter matado sete pessoas em Srinagar, na Caxemira. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Ataque na Caxemira deixa 22 hindus mortos01 de maio, 2006 | Notícias Incêndio na Índia mata pelo menos 50 pessoas10 de abril, 2006 | Notícias Pelo menos 42 pessoas morrem pisoteadas na Índia18 de dezembro, 2005 | Notícias Índia prende suspeito de ataques que mataram 6013 de novembro, 2005 | Notícias Carro-bomba mata ao menos 5 na Caxemira indiana02 de novembro, 2005 | Notícias Nova Déli é colocada em alerta depois de explosões30 de outubro, 2005 | Notícias Ataque a bomba na Índia mata 23 soldados04 de setembro, 2005 | Notícias Explosão mata cinco soldados na Caxemira20 de julho, 2005 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||