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Autores de ataques 'nunca vencerão', diz premiê da Índia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro indiano Manmohan Singh disse que "ninguém vai colocar a Índia de joelhos", um dia depois que ataques em Mumbai (antiga Bombaim) mataram 200 pessoas. Em pronunciamento nesta quarta-feira transmitido pela televisão, Singh afirmou que as pessoas atingidas pelos atentados responderam com "coragem e humanidade". O governo afirma ainda não ter pistas sobre a autoria dos ataques e não divulga nenhuma suspeita. Dois grupos militantes islâmicos que combatem o domínio indiano sobre a Caxemira negaram qualquer envolvimento nos atentados. Correspondentes internacionais dizem que o governo está adotando uma abordagem cautelosa. O único termo usado oficialmente, até agora, é "terroristas". 'Calma' "Eu peço a cada um de vocês que fiquem calmos", afirmou o primeiro-ministro na televisão. "Não se deixem provocar por boatos. Não deixem ninguém nos dividir. Nossa força está na nossa união." Singh elogiou o trabalho da polícia, dos bombeiros e dos médicos e disse que a Índia não se acovardará. "Ninguém pode interromper o caminho do nosso progresso. As rodas da nossa economia vão continuar girando. A Índia vai continuar caminhando altiva e com confiança." 'Invencível' O ministro do Departamento do Estado de Maharashtra (onde fica Mumbai), RR Patil, disse à assembléia do Estado que o número de mortes aumentou na noite passada. Ao todo, 200 corpos foram retirados dos escombros. Mumbai, coração comercial da Índia, foi atingida com mais força no sul, justamente o local mais importante de negócios. Na manhã desta quarta-feira, os trens – que transportam cerca de seis milhões de pessoas por dia – já estavam funcionando novamente, lotados de passageiros, como sempre. "Eu vou tomar o trem de novo hoje. Eu não tenho medo da morte", disse o engenheiro de softwares Prashant Singh, que estava em um dos trens atacados na terça-feira, na estação de Bandra. Enquanto as capas dos jornais trazem histórias com detalhes horríveis da tragédia, as páginas internas destacavam o espírito "invencível" de Mumbai. Correspondentes falam nas longas filas de minorias islâmicas dispostas a doar sangue aos 714 feridos nas explosões. Enquanto isso, o mercado financeiro indiano contradisse as previsões e subiu três pontos percentuais nesta quarta-feira. Suspeitos A polícia disse ter detido vários suspeitos em protestos na região de Mumbai. Ninguém foi preso. Analistas acreditam que algum grupo transnacional poderoso pode estar por trás dos ataques coordenados para a hora do rush. O diretor da polícia do Estado de Maharashtra disse que os atentados têm a marca do Lashkar-e-Toiba, o principal grupo paquistanês de combate aos indianos na Caxemira. Porém, o porta-voz do grupo negou participação nos atentados, que qualificou de "desumanos" e "bárbaros". O grupo islâmico Hizb-ul-Mujahideen também condenou as explosões. Paquistão A correspondente da BBC, Geeta Pandey, disse que, ao contrário de outros ataques, a Índia foi mais cautelosa, e não condenou imediatamente o Paquistão ou grupos apoiados pelo governo do país vizinho. Mas as tensões entre os países ficaram claras na quarta-feira, quando um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia acusou o ministro do Exterior paquistanês, Khurshid Kasuri, de tentar relacionar os atentados ao fracasso da resolução da questão da Caxemira. O porta-voz indiano Navtej Sarna também pediu ao Paquistão que "desmanche a infra-estrutura do terrorismo" em seu território. O ministro paquistanês rejeitou as acusações de Sarna e disse que foi mal-interpretado em suas declarações. Ele acrescentou que o Paquistão está na "linha de frente dos esforços internacionais contra o terrorismo". |
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