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Atentados a bomba matam mais de 170 pessoas na Índia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 170 pessoas morreram e 400 ficaram feridas em uma série de atentados a bomba nesta terça-feira em Mumbai (antiga Bombaim), a capital financeira da Índia. As explosões ocorreram na rede ferroviária da cidade, em plena hora do rush. Segundo o comissário de polícia de Mumbai, A.N. Roy, a maior parte das explosões ocorreu dentro de trens em movimento. Mais de seis milhões de pessoas usam a linha ferroviária de Mumbai diariamente. De acordo com a polícia, tratou-se de uma série de ataques coordenados, como outros dos quais o centro financeiro já foi vítima no passado (veja quadro). O primeiro ministro indiano, Manmohan Singh, pediu calma e descreveu os ataques como "uma tentativa chocante e covarde de espalhar o sentimento de medo".
Resgate Segundo informações da imprensa local as bombas pareciam ter como alvo os vagões de primeira classe, no momento em que os passageiros voltavam do centro financeiro da cidade para casa. A primeira bomba explodiu às 18h30 (10h no horário de Brasília), durante a hora do rush na rota da Western Railway. As sete explosões foram registradas nas regiões de Borivili, Khar, Jogeshwari, Mahim, Matunga e Meera. A força dos artefatos rompeu as portas e janelas dos vagões e espalhou malas, roupas, sapatos e objetos pessoais pelos trilhos. Imagens de TV mostraram passageiros atordoados e cobertos de sangue sendo carregados por equipes de resgate e por outros passageiros. Outros relatos davam conta de pessoas saltando dos trens. O comerciante de uma rua próxima disse que a explosão foi tão forte que por um segundo ele acreditou ter sido atingido por um raio. O estudante de medicina de um hospital em Parel, que recebeu muitos dos feridos, disso ao site da BBC que o chão estava "coberto de sangue". "Há tantos que não consegui contar", disse Sunny Jain. "Não há ambulâncias o suficiente, e muitas pessoas estão usando seus próprios recursos para chegar à estação. Elas vêm em táxis ou a pé." Todas as principais cidades da Índia estão em alerta máximo. Reação O presidente do vizinho Paquistão, Pervez Musharraf, foi o primeiro a condenar os atentados, qualificando-o como "ato desprezível de terrorismo". Para o primeiro-ministro britânico Tony Blair, os ataques foram "brutais". Um porta-voz do departamento de Estado americano em Washington disse que as bombas atingiram pessoas inocentes que apenas cuidavam de suas vidas. O presidente afegão, Hamid Karzai, expressou choque e simpatia pelo povo indiano. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques, que foram os piores na cidade em dez anos. O ministro do Interior, Shivraj Patil disse a jornalistas que as autoridades tinham "alguma" informação a respeito de um possível ataque, "mas o local e o dia deste suposto ataque eram desconhecidos". Analistas afirmam que Mumbai já foi alvo de outros ataques por ser um centro financeiro e também um centro para atividades ilegais. As explosões desta terça-feira ocorreram horas depois de um ataque com granadas, supostamente realizado por extremistas islâmicos, ter matado sete pessoas em Srinagar, na Caxemira. |
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