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Premiê iraquiano prevê anistia em plano de reconciliação | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, apresentou ao Parlamento neste domingo em Bagdá o esperado plano de reconciliação nacional que tem como objetivo combater a onda de violência que atinge o país desde de a queda de Saddam Hussein. O plano de 24 pontos prevê a anistia de prisioneiros– excluindo autores de crimes graves como os integrantes da Al-Qaeda–, desarmamento de milícias, indenização a vítimas da coalizão, além de uma série de medidas. Chegou a se especular – antes da divulgação das propostas– que o plano traria algum tipo de cronograma para a retirada de tropas estrangeiras do país. A proposta não traz detalhes do tipo, mas indica a preocupação do governo com o assunto ao determinar planos para desarmar as milícias e fortalecer as forças armadas para que seja possível assumir o controle militar do país. Maliki, que tomou posse em 20 de maio, já falou várias vezes da necessidade de substituição de militares da coalizão por iraquianos no controle do país. "Novo Iraque" A iniciativa foi bem recebida pelo líder da maior coalizão sunita no Parlamento, Adnan al-Dulaimi. "Eu conclamo todos os iraquianos a apoiar o plano porque ele é o primeiro passo na direção da segurança, da estabilidade e da construção de um novo Iraque", disse o líder da coalizão que representa os três principais partidos sunitas. Adnan al-Dulaimi pediu que o processo de libertação de prisioneiros ocorra o mais rápido possível e pediu o fim imediato de todos os ataques contra civis. O plano oferece anistia a prisioneiros iraquianos envolvidos com a insurgência que não tenham cometido crimes graves. Para avaliar esses casos, serão criados comitês com poder de oferecer a libertação dos prisioneiros que se encaixarem nos critérios do governo. O primeiro-ministro tentou deixar claro que a anistia não deve ser vista como um "prêmio para assassinos ou criminosos", explicando que não há lugar no Iraque para radicais islâmicos e ex-partidários de Saddam Hussein que estejam no centro da insurgência. O projeto prevê também indenização de ex-prisioneiros e de parentes de vítimas das forças iraquianas e da coalizão. Entre as propostas, está também a revisão da situação de integrantes do partido Baath, que governava o país durante o regime de Saddam Hussein e que foram expulsos da vida pública com a deposição do governo. Ex-integrantes do partido e também do exército iraquiano, que perderam seus empregos e posição na sociedade, acabaram se envolvendo com diferentes grupos que compõem a insurgência iraquiana. Para supervisionar o processo, será criada uma comissão com escritórios em todas as regiões do país. |
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