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Atualizado às: 24 de maio, 2006 - 16h53 GMT (13h53 Brasília)
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Índia deve dobrar sistema de cotas em universidades
Estudantes indianos protestaram contra projeto
Estudantes indianos protestaram contra projeto
O governo da Índia anunciou na terça-feira à noite que vai enviar para o Parlamento do país um projeto de lei que dobra o número de vagas para minorias no sistema de cotas para universidades federais.

A decisão de ampliar as cotas tem causado uma grande onda de protestos no país, sendo que uma greve geral foi convocada por grupos de estudantes, que alegam, entre outras coisas, que o nível de ensino vai cair.

Segundo o projeto, quase metade das vagas nas faculdades profissionalizantes públicas serão destinadas a castas mais baixas e a classes chamadas de “tradicionalmente desfavorecidas”.

Atualmente, 22,5% das vagas nas faculdades são reservadas para os Dalits, ou intocáveis, a casta mais baixa da Índia, e estudantes tribais. Segundo o novo projeto, o número de vagas reservadas vai passar para 49,5%.

Protestos

A decisão, no entanto, provocou a ira dos estudantes de medicina, além de empresários e professores, que afirmam que ela vai levar a uma queda na qualidade de ensino no país.

Médicos e enfermeiros dos hospitais estatais estão em greve há quase duas semanas, afetando os serviços médicos na capital, Nova Déli, e em outras cidades indianas.

Mas o plano conta com o apoio de milhões de indianos de castas mais baixas, que correspondem a mais de 50% da população.

Apesar das leis proibindo a discriminação, as castas mais baixas da Índia continuam sem grande expressividade entre os formados nas principais profissões.

Em dezembro do ano passado, uma emenda na Constituição deu o direito ao governo de decidir sobre novas cotas, mas ainda assim a medida terá que ser aprovada em uma sessão do pelo Parlamento em julho.

A expectativa é que, com a maioria no Congresso e pouca oposição política, o plano seja aprovado e entre em vigor já em 2007.

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