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Presos atacam guardas em Guantánamo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Prisioneiros do centro de detenção americano na Baía de Guantánamo, em Cuba, atacaram os guardas que estavam tentando impedir o enforcamento de um preso. Armas improvisadas com peças de ventiladores foram usadas pelos prisioneiros, que foram facilmente controlados, de acordo com porta-vozes do Exército americano. Seis prisioneiros foram feridos no conflito. Pouco antes, três detidos tentaram o suicídio ingerindo doses excessivas de medicamentos. Os detalhes do incidente, ocorrido na quinta-feira, coincidiram com um novo pedido das Nações Unidas para que a prisão de Guantánamo seja fechada. O Comitê da ONU contra a Tortura afirma que os Estados Unidos deveriam soltar os detentos ou dar-lhes acesso a processos penais. Detalhes Os militares americanos descreveram nesta sexta-feira o ataque como o mais violento e organizado já ocorrido no centro de detenção. O correspondente da BBC Adam Brookes, em Washington, afirma que esta é a primeira vez que detalhes de um incidente envolvendo vários prisioneiros vem à tona, apesar da resistência individual aos guardas ser freqüente. O porta-voz militar, comandante Robert Durand, disse que a tentativa de suicídio foi no Campo 4, uma parte da prisão na qual os presos podem socializar como recompensa por bom comportamento. "O mínimo de força foi usado para reprimir o distúrbio e impedir o suicídio", afirmou Durand. Outro porta-voz militar afirmou que a tentativa de suicídio foi uma forma de enganar os guardas e 10 detentos aproveitaram para atacá-los. Os guardas responderam com spray de pimenta e balas de borracha. A violência se espalhou e foram necessários 23 guardas para controlar a situação, o que teria tomado cerca de uma hora. Nenhum soldado foi ferido e nenhum dos presos envolvidos foi identificado. Todos os envolvidos no conflito foram removidos para partes de maior segurança dentro da prisão. Outras tentativas Os dois detentos que tentaram se matar com comprimidos estariam inconscientes, mas em condição estável. Segundo os militares americanos houve 39 tentativas de suicídio em Guantánamo desde 2002. Greves de fome têm sido freqüentes e usadas como formas de protesto contra a detenção continuada, sem julgamento. Cerca de 460 detentos são mantidos em Guantánamo, aberta depois da invasão do Afeganistão, liderada pelos Estados Unidos, em 2001. Os presos estão sendo mantidos sem acusação formal ou processo e os advogados que visitaram a prisão afirmam que muitos sofrem de depressão. Medidas imediatas Além de pedir para fechar Guantánamo, a ONU apelou para que o governo americano tome "medidas imediatas" para erradicar a tortura de detentos "em qualquer território sob sua jurisdição". John Belliger, um porta-voz do Departamento de Estado americano, afirmou que o relatório da ONU continha "imprecisões factuais e legais". Alguns "abusos" ocorreram no passado, segundo Belliger, mas "acho que sem dúvida, nossa atuação melhorou nos últimos anos", acrescentou. Em entrevista à agência France Press, o porta-voz afirmou que os Estados Unidos "tomam suas obrigações em relação à Convenção (de Genebra) com seriedade". |
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