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Atualizado às: 08 de maio, 2006 - 19h28 GMT (16h28 Brasília)
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Ex-vice da África do Sul é inocentado de estupro
Jacob Zuma
Zuma: 'Hoje os pesadelos evaporaram-se.'
O ex-vice-presidente da África do Sul Jacob Zuma foi inocentado nesta segunda-feira da acusação de estuprar uma moça de 31 anos. Ele foi acusado do crime em novembro do ano passado.

A notícia da absolvição foi comemorada por centenas de pessoas que aguardavam a decisão no exterior da Suprema Corte de Johannesburgo, onde o caso estava sendo julgado.

Durante todo o julgamento, Zuma afirmou estar sendo vítima de um golpe político para acabar com suas chances de se tornar presidente do país.

Ele sempre sustentou que a suposta vítima – conhecida como Miss K – e ele tiveram uma relação sexual com a concordância de ambos.

Aids

Zuma era considerado um candidato com boas chances de se tornar presidente da África do Sul e continua sendo popular, mas, na opinião de analistas, as acusações de estupro prejudicaram sua reputação.

Durante o julgamento, ele admitiu ter tido sexo sem proteção com a moça que o acusou, apesar de saber que é portador do vírus da Aids.

A declaração teve grande impacto, já que 5 milhões de sul-africanos são soro-positivos e, até o ano passado, Zuma era o chefe do Conselho Nacional contra a Aids.

O juiz do caso, Willem Van der Merwe, concluiu que havia provas para declarar Zuma culpado.

O ex-vice-presidente ainda enfrenta uma outra acusação, de corrupção, que será julgada em julho.

Por causa do interesse público do caso, Merwe permitiu que sua decisão de quatro horas fosse transmitida por rádio e televisão.

Centenas de pessoas que acreditam na inocência do ex-vice-presidente já estavam no local antes do início do veredicto, mas o número aumentou ao longo do anúncio da decisão.

No entanto, também ocorreram manifestações contra o político. Um grupo de mulheres realizou um protesto vestindo um vestido típico africano contra o argumento da defesa de que o fato de Miss K – a suposta vítima – estar usando essa vestimenta era sinal de que ela tinha ido à casa do vice-presidente com a intenção de ter um encontro sexual.

Após o anúncio da absolvição, Zuma fez um discurso raivoso contra a mídia e analistas políticos que o criticaram.

"Uma pessoa que é acusada permanece inocente até ser provado o contrário – esta é uma das regras douradas de nossa Constituição, mas a imprensa desrespeitou esta regra", disse. "Hoje os pesadelos evaporaram-se."

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