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Rebeldes no Sudão são pressionados a assinar acordo de paz | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os guerrilheiros rebeldes da região de Darfur, no Sudão, estão sendo pressionados para assinar um acordo de paz, depois que o governo disse concordar com os termos propostos. O plano apresentado pela União Africana prevê o desarmamento tanto das milícias árabes que são apoiadas pelo governo como dos grupos rebeldes. Segundo o plano, os combatentes de ambos os lados passariam a integrar as forças de segurança do país. O prazo dado pelos mediadores para assinatura do acordo de paz expira neste domingo. Acordo O governo sudanês divulgou um comunicado concordando com o plano dos mediadores: "....o governo deseja confirmar sua decisão de aceitar formalmente o documento apresentado como também dizer que está pronto para assiná-lo." O comunicado segue dizendo que o governo se compromete a implementar os termos do acordo e acredita que qualquer dificuldade que possa surgir durante as etapas de implementação do plano poderão ser resolvidas pelas partes envolvidas. Os grupos e facções rebeldes ainda não se manifestaram formalmente. Líderes rebeldes fizeram algumas objeções à proposta. O porta-voz do Movimento pela Libertação do Sudão, Saisaledin Haroun disse à agência de notícias France Press que o documento apresentado pela União Africana não deve ser aceito integralmente: "Não tivemos tempo suficiente para discutir todos os aspectos do plano da UA." Barganha Há informações de que alguns líderes rebeldes reivindicam a vice-presidência do país, como parte do acordo. O representante da União Africana Salim Ahmed Salim, que lidera as negociações, disse que os termos do documento são definitivos e portanto não poderão ser alterados: "Fizemos tudo que era possível. Todos os interessados sabem que a proposta é a melhor que pode ser feita dentro da atual circunstância." O plano de 85 páginas é uma tentativa de acabar com o conflito na região de Darfur, que já causou a morte de 200 mil de pessoas e fez cerca de 2 milhões de refugiados. O enviado da ONU ao Sudão, Jan Pronk, disse que atualmente cerca de 400 pessoas são mortas a cada mês em Darfur, em conseqüência dos conflitos na região. Nos Estados Unidos várias ONGs estão convocando milhares de pessoas para saírem às ruas em manifestações pelo fim do conflito de Darfur. |
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