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Atualizado às: 03 de abril, 2006 - 04h03 GMT (01h03 Brasília)
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China vai comprar urânio da Austrália para usinas
Mina de urânio no parque de Kakadu, na Austrália
A Austrália tem três minas de urânio ativas
Os governos da China e da Austrália assinaram um acordo que prevê a importação de urânio australiano pela China para ser usado nas usinas do país.

A Austrália, que detém 40% do depósito de urânio do mundo, apenas vende o produto para países que fazem parte do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Qualquer comprador também tem que se submeter a um acordo bilateral estipulando que eles não vão usar o urânio para fabricar armas nucleares.

O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, e o premiê chinês, Wen Jiabao, que está em uma visita de quatro dias à Austrália, estavam presentes quando os respectivos ministros do Exterior assinaram o acordo.

O ministro australiano, Alexander Downing, enfatizou a importância de garantir que o urânio nunca seja usado em programas nucleares.

"Esses acordos estabelecem salvaguardas seguros, condições para o fornecimento de urânio australiano para a China, e qualquer aplicação da tecnologia nuclear é exclusivamente para fins pacíficos", afirmou.

Boas relações

Pelo acordo, a Austrália irá exportar 20 mil toneladas métricas de urânio para a China todos os anos, a partir de 2010, segundo relatos da agência de notícias AFP.

Os dois premiês destacaram a importância do acordo, um dos oito assinados nesta segunda-feira.

"De todas as boas relações que a Austrália tem com outros países, nenhuma tem se transformado de forma tão positiva nos últimos dez anos como a relação com a China", disse Howard.

Wen, por sua vez, disse que as relações entre os dois países estão na sua melhor fase.

"Não há nenhum assunto pendente deixado pela história e não há nenhum obstáculo cultural", completou.

Grupos de oposição e ambientalistas criticaram o acordo, afirmando que a compra de urânico da Austrália permitirá que a China use o urânio que produz em programas de armas nucleares.

Downing descartou a alegação, dizendo à rádio australiana que o acordo "não fará a menor diferença" para o programa chinês de armas.

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