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Rice não descarta plano unilateral de Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, disse nesta quinta-feira não descartar o apoio ao projeto de retirada unilateral israelense da Cisjordânia proposta pelo partido Kadima, vencedor das eleições parlamentares de terça-feira. Questionada se apoiaria a proposta do Kadima, Rice disse que os EUA apoiaram a retirada israelense de Gaza no ano passado, que era inicialmente unilateral mas que foi coordenada na prática com a Autoridade Nacional Palestina. “Então, diante disso, não diria que não pensamos que há algum valor no que os israelenses estão falando. Mas não podemos apoiar isso porque não sabemos. Ainda não tivemos uma chance de falar com eles sobre o que têm em mente”, disse ela. A secretária de Estado disse que “que todos gostariam de ver uma solução negociada”, mas sugeriu que o sucesso da retirada de Gaza no ano passado e a vitória nas eleições palestinas de janeiro do grupo radical Hamas, que se opõe às negociações com Israel, mudaram a situação no processo de paz. Rice fez as declarações a repórteres que viajaram com ela a Berlim para acompanhar conversações sobre o programa nuclear iraniano. Contraste O tom das afirmações de Rice contrasta com as declarações americanas anteriores advertindo Israel contra fazer qualquer coisa que pudesse prejudicar as negociações sobre a fronteira ou outras questões das negociações de paz. Pelas propostas do Kadima, a barreira que está sendo construída para separar Israel dos territórios palestinos poderia ser usada para determinar as futuras fronteiras do país, o que significaria na prática a anexação de áreas consideradas palestinas nas fronteiras vigentes até 1967 e reconhecidas internacionalmente. O Kadima será o maior partido no próximo Parlamento israelense, mas precisará formar uma coalizão com ao menos outros dois partidos para ter maioria. As negociações para a formação da coalizão devem começar oficialmente no domingo, quando o presidente do país, que exerce funções fundamentalmente cerimoniais, será anfitrião das primeiras negociações formais. |
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