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Atualizado às: 27 de março, 2006 - 23h32 GMT (20h32 Brasília)
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Afegão convertido ao cristianismo pede asilo político
Abdul Rahman
Abdul Rahman se converteu ao cristianismo há 16 anos
O afegão processado em seu país por se converter ao cristianismo pediu asilo político, de acordo com as Nações Unidas (ONU).

Abdul Rahman, convertido há 16 anos, teve suspenso seu julgamento em Mazar-e-Sharif, no norte do Afeganistão, depois de alegações de que ele sofre de problemas mentais.

O juiz Ansarullah Mawlavizada disse à BBC que há fortes dúvidas de que Rahman esteja apto a enfrentar julgamento, e que também não está claro se o acusado é realmente cidadão afegão.

Adrian Edwards, porta-voz da ONU, disse que espera que o asilo seja concedido por um país "interessado em uma solução pacífica".

Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado americano, disse que acredita que Rahman será libertado.

Protesto

O afegão, que teria se convertido durante uma viagem à Alemanha, foi preso há cerca de duas semanas e, pelo sistema de leis islâmicas pode ser condenado até à pena de morte por apostasia (abandono da fé).

Mais de mil pessoas protestaram em Mazar-e-Sharif, no norte do Afeganistão, nesta segunda-feira contra a decisão de suspender o julgamento de Rahman.

"Nós queremos a Sharia implementada, nós o queremos executado", gritava um grupo de homens que participava da manifestação.

Os manifestantes também protestavam contra o que consideram ser a interferência internacional no caso.

Alguns gritavam "Morte a Bush", em referência ao presidente americano, George W. Bush, que defendeu publicamente a libertação do afegão. O papa Bento 16 também intercedeu em favor de Rahman.

Sob pressão internacional, o presidente Hamid Karzai interveio pessoalmente no caso.

Mas Karzai também enfrenta a oposição dos religiosos linha-dura dentro e fora do governo.

Os detalhes da eventual libertação de Rahman estão sendo mantidos em segredo para impedir outras manifestações.

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