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Equador declara estado de emergência | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Equador declarou estado de emergência em cinco províncias do país para tentar conter a onda de manifestações de indígenas que se opõem às negociações com Estados Unidos para um tratado de livre comércio. A medida institui um toque de recolher e proíbe manifestações públicas nas províncias de Chimborazo, Cotopaxi, Imbabura, Cañar e em partes de Pichincha, onde fica a capital do país, Quito. Os índios equatorianos temem que Tratado de Livre Comércio (TLC) com os americanos venha a prejudicar a subsistência do país. A decisão do governo de Alfredo Palacio foi anunciada pelo ministro do Interior do Equador, Felipe Vega de la Cuadra. "O senhor presidente constitucional da República adotou a medida depois de esgotar todas as ações necessárias para conseguir que parte do movimento indígena contenha as suas atitudes, que causaram prejuízos econômicos e que ameaçam a segurança alimentar dos equatorianos", afirmou Vega de la Cuadra. 'Sem retroceder' No entanto, o líder indígena Gilberto Talahua assegurou que os protestos vão continuar assim mesmo. "Nós indígenas não vamos retroceder, e junto conosco estão vários setores sociais. A nossa luta é pelo país, não é por interesses particulares", afirmou Talahua à agência de notícias EFE. Na terça-feira, milhares de índios foram até Quito e bloquearam diversas rodovias importantes. A polícia chegou a usar gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. A mobilização está sendo convocada pela Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), a principal associação indígena do Equador. O presidente da Conaie, Luis Macas, disse que a única maneira de evitar os protestos é convocar um referendo sobre o acordo com os Estados Unidos. "Não estamos dizendo que não assinem o acordo. Que seja assinado, se isso vai servir ao Equador, mas não aceitamos que se venda o nosso país, porque isso representa um controle dos nossos recursos naturais, da nossa soberania alimentar, territorial e política", disse Macas. A última rodada de negociações sobre o TLC acontece em Washington na quinta-feira. |
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